O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) apresentou à imprensa os dados do primeiro trimestre e destacou os investimentos realizados na corporação, com foco na ampliação da capacidade de resposta a grandes ocorrências. Entre os principais pontos demonstrados, estão a aquisição de uma segunda aeronave e a capacitação da Força de Resposta Rápida (FR2).
A nova aeronave já foi licitada e está em fase de fabricação. A previsão é de que chegue ao Estado em junho, passando por adaptações antes de entrar em operação. A expectativa da corporação é de que o equipamento esteja disponível para a Operação Verão de 2026/27.
O primeiro helicóptero do CBMRS foi recebido em julho de 2023, após um projeto iniciado em 2015, e teve atuação destacada durante as enchentes recentes no Estado. Este foi considerado um fator que impulsionou a necessidade de ampliação da frota aérea.
Outro eixo apresentado foi a especialização da Força de Resposta Rápida (FR2). A iniciativa prevê a capacitação de militares, entre oficiais e praças, que atuarão como multiplicadores técnicos em seus batalhões. A proposta é garantir que todas as regiões do Estado tenham equipes preparadas para coordenar operações complexas de forma imediata, especialmente em eventos climáticos extremos, como ocorreu nas enchentes.
Na apresentação, o comandante do CBMRS, coronel Ricardo Mattei Santos, também detalhou dados operacionais, com destaque para a Operação Verão. Ele explicou que, como historicamente acontece, a operação seguiu até a semana seguinte ao Carnaval, considerando fatores como o retorno às aulas e o fim do período de férias. O efetivo mobilizado foi de 1.056 bombeiros, levemente inferior ao do ano anterior.
No litoral gaúcho, considerado o maior do país, houve redução no número de salvamentos, que passou de 904 para 854, além da diminuição das atividades preventivas e de pessoas encontradas. Por outro lado, aumentaram os casos de lesões por águas-vivas. O comandante atribuiu a queda nos salvamentos ao reforço das ações preventivas, como o uso frequente de alertas sonoros nas guaritas.
Já em relação aos incêndios, houve redução significativa no primeiro trimestre, passando de 8.456 ocorrências em 2025 para 6.616 neste ano. A corporação aponta que ações educativas e preventivas têm contribuído para a queda, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Outros indicadores também apresentaram crescimento, como atendimentos pré-hospitalares, que passaram de 7.326 para 7.834, e ocorrências com produtos perigosos, que subiram de 150 para 167, principalmente no transporte rodoviário.
O CBMRS também destacou investimentos em equipamentos e viaturas, com a aquisição de botes, caminhões, veículos especializados e módulos logísticos. Apesar disso, o comando alertou para a defasagem no efetivo. Atualmente, cerca de 3.150 militares estão em atividade, número abaixo do previsto, estimado em 3,8 mil.