Em Cachoeirinha, o nível do Rio Gravataí neste domingo aferiu a mediação de 5,55 metros. A baixa é gradual, mas as águas entraram em declínio consideravelmente. O prefeito Cristian Wasem solicitou a revisão da classificação da cidade, alegando danos significativos e muitos desafios na recuperação das infraestruturas atingidas. Com mais de 20 mil desalojados e 2 mil pessoas em abrigos, além do comércio e indústrias locais prejudicados e necessidade de reparos em escolas, unidades de saúde e casas de bombas, Cachoeirinha busca o reconhecimento de sua situação. O último levantamento feito pela Defesa Civil do Município aponta que mais de 136 mil pessoas tenham sido afetadas pela cheia.
De acordo com o prefeito, o pedido de reconsideração foi encaminhado ao Palácio Piratini, e a administração municipal aguarda resposta. “A classificação correta é crucial para garantir o acesso a recursos financeiros e apoio humanitário necessários para a reconstrução e assistência à população afetada. Cachoeirinha possui elevado índice de densidade demográfica e grande percentual de população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade, logo esta classificação prejudica demasiadamente o município", acrescenta o prefeito.
Wasem solicitou a reclassificação da cidade, pois teme que o Município seja prejudicado no recebimento dos recursos federais, como a parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), acesso a programas federais e a recursos que serão essenciais para reconstruir a cidade. “Estamos no aguardo de que o governo do Estado reavalie e considere nossa classificação para não prejudicar ainda mais o município tão afetado pelas enchentes ocorridas neste ano", finaliza.