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Carnaval em SP: homenagens a artistas da MPB e clamor por justiça social marcam 1ª noite de desfiles

Cantores como Cazuza, Gilberto Gil e Caetano Veloso inspiraram desfiles no Anhembi

Camisa Verde e Branco fez homenagem ao cantor Cazuza
Camisa Verde e Branco fez homenagem ao cantor Cazuza Foto : Fábio Martins Stella / Site Carnavalesco / Instagram @sitecarnavalesco / Reprodução / CP

A primeira noite do Grupo Especial do carnaval de São Paulo foi marcado temas como fé e justiça social, além de homenagens a artistas da música popular brasileira. Desfilaram, entre sexta-feira e a madrugada deste sábado, a Colorado do Brás, Barroca Zona Sul, Dragões da Real, Mancha Verde, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Camisa Verde e Branco, Colorado do Brás, Barroca Zona Sul, Acadêmicos do Tatuapé e Camisa Verde e Branco.

Todas as escolas percorreram o Sambódromo do Anhembi dentro do tempo máximo previsto. O segundo dia, entre este o sábado e o domingo, terá apresentações da Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tucuruvi, Estrela do Terceiro Milênio, Vai-Vai, Águia de Ouro, Império da Casa Verde e Mocidade Alegre.

O primeiro dia de desfiles foi inaugurado pela Colorado do Brás, que retornou ao Grupo Especial após dois anos. A escola, que está completa 50 anos, homenageou grandes nomes da MPB, como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Clara Nunes no carro abre-alas. Outra referencia foi líder e ativista indiano Mahatma Gandhy, que inspirou os trajes dos integrante da escola.

A próxima escola a desfilar foi a Barroca Zona Sul, que homenageou as religiões de matriz africana. O segundo carro da Barroca teve problemas ainda na concentração e, ao entrar na avenida, deixou um buraco entre as alas. Isso pode comprometer nota da escola no quesito evolução. além disso, não foi feito o tradicional recuo de bateria.

A terceira escola foi a vice-campeã do Grupo Especial do carnaval de SP em 2024, Dragões da Real, que utilizou a música "Aquarela", de Toquinho, para falar abordar o ciclo da vida. A inspiração foi o pequeno Jorge Freitas Neto, de 8 anos. O menino, neto do carnavalesco Jorge Freitas, morreu em abril do ano passado devido a uma doença rara que provocava o crescimento dos órgãos. A escola emocionou o público e encerrou o desfile com uma ala em que todos os membros vestiam branco.

Na sequência, a Mancha Verde levou para a avenida um samba inspirado em religiões da Bahia. O enredo foi inspirado em uma série do cineasta Gastão Netto. A comissão de frente representou as artes cênicas e fez referência a festas folclóricos.

Inspirada em Martin Luther King, a Acadêmicos do Tatuapé trouxe para a avenida um desfile sobre justiça social. Havia a figura de um homem enforcado no carro da comissão de frente, simbolizando métodos de execução ao longo da história. Outro carro simbolizava o corpo de uma criança nos braços da justiça.

A sexta escola a entrar na avenida foi a Rosas de Ouro, que representou os jogos que influenciaram a humanidade ao longo dos anos. A comissão de frente representava "uma noite no cassino". Os integrantes da primeira ala encenaram um embaralhar de cartas.

Última escola a desfilar, a Camisa Verde e Branco fez uma homenagem ao cantor e compositor Cazuza, que morreu em 1990. Foram destacadas músicas e fases importantes do artista. O enredo fez menções ao repertório dele, destacando partes de canções como como "Faz parte do meu show", "Exagerado" e "O tempo não para".

Desfilaram na escola, Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, e Guto Goffi, baterista da primeira formação do Barão Vermelho. O ator Daniel de Oliveira, que interpretou Cazuza, nos cinemas estava presente.

Somando todas as 14 escolas nos dois dias de desfile, uma pesquisa do site Portal do Carnaval apontou que a Estrela do Terceiro Milênio é a favorita para conquistar o título de campeã do Grupo Especial de SP. Em segundo lugar, ficou a Dragões da Real. A Rosas de Ouro, em terceiro, e a Gaviões da Fiel, em quarto.