Cidades

Carregadores de carga da Ceasa recebem banho de água para espantar o calor

Quatro caminhões-pipa foram espalhados pelo complexo para ajudar a refrescar os trabalhadores

Enquanto carregava cargas na Ceasa, trabalhadores recebiam banho de mangueira para fugir do calor | Foto: Mauro Schaefer
Enquanto carregava cargas na Ceasa, trabalhadores recebiam banho de mangueira para fugir do calor | Foto: Mauro Schaefer

A rotina no verão dos carregadores de carga que trabalham na Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS) em Porto Alegre é dividida entre carregar caixas de produtos em seus carrinhos e conviver com o calor. Nesta terça-feira, quando as temperaturas superavam a marca dos 40ºC na Capital, eles tiveram um alívio para espantar a forte sensação de abafamento. Isso porque a administração da Ceasa espalhou quatro caminhões-pipa de 20 mil litros pelo complexo para dar banho de mangueira nos carregadores.

A cena inusitada até fez poucos trabalhadores refutarem a ideia, mas o calor escaldante tornou a busca por um momento de refresco algo ainda mais forte. “Esse banho é bom, pois nos ajuda a afastar um pouco o forte calor desta tarde. Até porque o trabalho não pode parar”, celebrou o carregador de cargas Rafael Camargo Pereira.

Além dos quatro caminhões-pipa, a Ceasa também realizou a instalação de chuveiros espalhados pelo complexo para ajudar os profissionais a afastar o calor, conforme explicou o diretor-presidente Carlos Siegle de Souza. Segundo ele, mais de 10 mil pessoas atuam diariamente no complexo, que tem como dias com maior demanda de trabalho justamente as terças e quintas-feiras.

“Tivemos essa preocupação com os trabalhadores pois este é um dos dias mais importantes de comercialização aqui na Ceasa, onde abastecemos grande parte do RS. Então, não seria possível pensar em fechar, reduzir horários ou mudança de turnos. O jeito foi tentar amenizar a condição de trabalho com esse refresco, principalmente dos carregadores que fazem esse serviço mais pesado, durante a jornada”, contou.

Souza conta ainda que a administração da Ceasa está aberta a dialogar sobre mudanças no horário de trabalho. Entretanto, ele ressalta que isso refletiria em uma extensa alteração na logística das empresas que operam no complexo. “Somos 395 empresas e 1.597 produtores. Cada um tem a sua logística para atender o cliente. Já tentamos e fizemos essa discussão no ano passado, mas a maioria dos produtores e atacadistas preferiu por não fazer essa alteração brusca no horário”, completou.