A Prefeitura de Gramado, na serra gaúcha, confirmou que ao menos 31 residências do bairro Piratini, que já se encontram colapsadas, deverão ser demolidas após o desmoronamento de terras que comprometeu a estrutura das edificações, em maio deste ano durante os eventos climáticos. Segundo informou a procuradora do Município, Mariana Melara Reis, todas as famílias serão indenizadas financeiramente pelo Executivo. Outras 69 moradias, cujas famílias seguem fora de casa, estão sendo avaliadas por uma empresa de engenharia contratada pelo Município. A expectativa é que estas famílias retornem para seus lares entre 45 e 60 dias, após a contenção da área.
“Quanto as casas colapsadas, praticamente, hoje, existem só escombros. Isso ocorre nas ruas Guilherme Dal Ri, Afonso Oberher, Henrique Bertoluci e Santo André. Faremos a limpeza do local, a estabilização da região e a desapropriação dos terrenos, que passarão a ser públicos. Vamos transformar os terrenos em praças e locais de uso comum”, explica Mariana. Os trabalhos de demolição devem acontecer já na próxima semana, aproveitando o tempo seco.
De acordo com a procuradora, na semana que vem acontece uma reunião com os moradores das casas que deverão ser demolidas juntamente com a Secretaria de Planejamento que está concluindo a avaliação de valores sobre a indenização dos proprietários dos imóveis. “Os valores serão individualizados, pois leva em consideração o cálculo da metragem do terreno e a localização.” Sobre os moradores das 69 casas que aguardam para retornar aos imóveis, a procuradora do Município explica que desde junho eles recebem auxílio de aluguel social no valor de R$ 1,3 mil.
Mariana conta que o alerta de evacuação naquela área do bairro Piratini foi emitido entre os dias 2 e 3 de maio quando choveu em 3 dias o esperado para 6 meses, provocando o encharcamento do solo, movimentação de massa, provocando rachaduras nas edificações, desmoronamento da rua e insegurança.