Depois de 66 dias com os serviços suspensos, o Catamarã enfim retornará para a rotina dos moradores de Porto Alegre e Guaíba. A CatSul anunciou nesta sexta-feira a retomada das operações do Catamarã para o próximo domingo, a partir das 10h. Conforme a empresa, o retorno será total, com todos os 28 horários disponíveis antes da enchente em dias utei e os 24 horários aos sábados e domingos.
Além disso, a CatSul também oferecerá, por tempo indeterminado, uma promoção para retorno dos usuários do Catamarã, com o bilhete custando R$ 10. Cerca de 1,7 mil pessoas utilizavam o serviço diariamente antes da enchente. As únicas alterações na operação serão a interrupção da parada do Catamarã no Cais Embarcadeiro, que era realizada nos finais de semana, e o acesso ao terminal hidroviário do Cais Mauá, que ocorrerá momentaneamente pelo pórtico da avenida Sepúlveda.
Apesar disso, a expectativa é que a passagem subterrânea entre o Mercado Público o terminal seja restabelecida nos próximos dias. O local, assim como os túneis de acesso ao terminal da Trensurb, foi duramente atingido pela enchente e segue sofrendo com alagamentos. Segundo o diretor de Operações da CatSul, o engenheiro Carlos Bernaud, mais de R$ 1,5 milhão será necessários para a retomada das operações e recuperação da estrutura atingida.
“Ficamos por mais de 30 dias com 1,5 metro de água aqui no terminal. O estrago foi grande em todas nossas hidroviárias. Ainda faltam alguns detalhes para restabelecer 100%. Entretanto, é possível retomar as operações com segurança já neste domingo. Vamos aplicar esta tarifa promocional e atrativa, também como forma de ajudar as pessoas que foram atingidas e estão debilitadas financeiramente”, destacou.
Bancos de areia não comprometem viagens
Mesmo com o registro alguns bancos de areia trazida pela enchente ao longo do Guaíba, a CatSul garante a segurança das operações neste momento. Segundo o gerente de operações da empresa, João Pedro Wolff, a estrutura utilizada nos barcos que fazem as operações do Catamarã prevê que as viagens possam ocorrer mesmo com os bancos de areia que estão submersos na água.
“O calado da nossa operação é um pouco diferente do usado nos navios. No trecho que a gente faz, com a exceção do Canal das Pedras Brancas, não há problema. A gente ainda tem uma dúvida com relação ao verão, quando a água pode baixar bastante. Entretanto, de acordo com a inspeção que a gente fez, está tudo em condições favoráveis para operar, até mesmo quando o Guaíba atingir o nível normal. Não houve banco de areia no caminho que o Catamarã utiliza”, citou.