Quando o Governo Federal anunciou que não iria mais construir a ponte provisória sobre o Rio Caí, entre Caxias e Nova Petrópolis, já havia dado início ao trabalho e, como resultado, uma quantidade significativa de rachão (espécie de brita de pedras grandes) ficou acumulado às margens do rio. Assim, o Município de Caxias do Sul encaminhou nesta sexta um ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) pedindo autorização para utilizar o material. A Prefeitura de Nova Petrópolis fará o mesmo em relação ao rachão na margem do rio naquela cidade. O prefeito Adiló Didomenico acredita que o retorno do DNIT deverá vir nos próximos dias.
As prefeituras da região, junto com a iniciativa privada, assumiram a construção da ponte provisória e o rachão será utilizado na obra. Além disso, os municípios que estiveram reunidos para buscar essa solução emergencial vão contribuir com horas/máquina para que os trabalhos sejam executados. No caso de Caxias, serão R$ 300 mil de horas/máquina. Ainda há a necessidade de investimento de R$ 1,5 milhão para asfalto e outros insumos, que será feito pelos empresários do setor privados envolvidos.
“Estamos trabalhando juntos para viabilizar a colocação das galerias. Nós vamos trabalhar na questão das cabeceiras dos dois lados, acredito que até segunda-feira a gente tenha uma definição (do DNIT sobre o rachão), mas o objetivo do grupo é restabelecer essa ligação aí, mesmo que numa ponte baixa, mas que se tenha a condição de restabelecer o tráfego entre essas duas regiões”, pontua Adiló.
Caxias do Sul também ficou responsável por verificar a questão ambiental da obra. A mesma não terá impedimentos nesse sentido.
O DNIT já trabalha no local na construção da ponte permanente sobre o Rio Caí, que tem prazo mais longo de conclusão. O prefeito Adiló visitou o local na manhã dessa sexta (fotos).