Caxias registra queda na doação de alimentos e aumento na demanda por cestas básicas e refeições

Caxias registra queda na doação de alimentos e aumento na demanda por cestas básicas e refeições

Uma das ações previstas para amenizar o problema é a retomada do Sábado Solidário num formato diferente

Celso Sgorla

Em outurbo foram arrecadados apenas 27 mil quilos de alimentos

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O prefeito Flávio Cassina recebeu em seu gabinete, nesta sexta-feira, representantes de entidades que fazem parte da Campanha Caxias do Amor para definir novas ações que possam reverter em aumento nas doações.

Uma das ações previstas é a retomada do Sábado Solidário num formato diferente, sem a presença física dos voluntários nos mercados para evitar a transmissão do coronavírus. A data escolhida é 5 de dezembro, quando também deverá ocorrer um drive-thru na Praça Dante Alighieri para arrecadação de gêneros alimentícios. “A economia reagiu, mas de forma tímida. A pandemia se arrasta e as pessoas estão em dificuldades. Isso tudo reflete na queda das arrecadações. Precisamos agir para manter o ritmo, pois muita gente está passando fome”, alerta o prefeito.

Nos primeiros meses do ano, o Banco de Alimentos costumava arrecadar mensalmente cerca de 30 mil quilos. Com o início da quarentena e da Campanha Caxias do Amor, o índice subiu para 81 mil quilos em abril. Depois foi para 53 mil em maio, 54 mil em junho, 43,7 mil em julho, 44 mil em agosto e 34 mil em setembro. Já em outubro, o volume de doações caiu para 27 mil quilos. “Este mês não estamos conseguindo suprir a demanda por cestas básicas e refeições”, lamenta a diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da SMAPA, Cristina Fabian Gregoletto. Somente nas cozinhas comunitárias do Mariani e do Cânyon são fornecidas diariamente cerca de 1,3 mil refeições.

A presidente da Fundação de Assistência Social (FAS) confirma o aumento expressivo na demanda por cestas básicas. Segundo ela, nos meses de janeiro e fevereiro eram distribuídas cerca de mil cestas. Depois, houve um crescimento acelerado: 10 mil unidades por mês.

“O Poder Público investiu cerca de R$ 3 milhões para o enfrentamento às necessidades básicas das pessoas prejudicadas pela pandemia, como alimentação e itens de higiene. Isto foi decisivo na vida e no bem-estar de muitas famílias”, afirma Marlês Andreazza. Ela acrescenta que somente as famílias de recicladores cadastradas chegam a 245. É possível realizar doações nos mercados e farmácias identificadas com cartaz da campanha.


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