A Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Grande e São José do Norte (CDL) começou nesta semana a entregar às autoridades, entidades empresariais e candidatos à Prefeitura de Rio Grande um relatório com os dados do pós- enchente de maio deste ano. No documento é possível ter acesso a impactos econômicos e sociais, bem como os aportes prometidos e efetivamente entregues para comunidade.
A entidade, desde a inundação, trabalha acompanhando e analisando os fatos e efeitos gerados. A CDL criou o projeto "Levanta Rio Grande e São José do Norte", reunindo membros do campo empresarial e acadêmico, que trabalham para criar uma retomada consistente da economia. A primeira fase do programa consistiu em acompanhar com foco nas ações de resguardo da vida das pessoas e da atividade econômica.
Nos dias após a enchente, governos e entidades diversas prometeram auxílios e benefícios para que fosse possível reestruturar a sociedade gaúcha. Com o passar dos dias, foi necessário se debruçar sobre desdobramentos obtidos e, assim, analisar se efetivamente esses recursos chegaram nas pessoas que mais necessitavam.
Segundo relatório, por meio dos dados obtidos a CDL entendeu que durante os meses de junho e julho, Rio Grande recebeu recursos extraordinários para mitigar os impactos das inundações, o que impactou positivamente a economia municipal. Contudo, a disfunção da burocracia, bem como informações desencontradas entre as esferas governamentais, fizeram com que muitos recursos prometidos não chegassem nas mãos de quem mais precisava. Dos auxílios prometidos pelo Governo Federal, mais de R$ 10 milhões deveriam chegar ainda nas cidades do Rio Grande e São José do Norte, contudo, os entraves são grandes e os retornos lentos.
"Com base nestes dados, a CDL está encaminhando os pleitos da entidade, como uma maior celeridade nas aprovações de recursos e a resolução das disfunções burocráticas. Ainda pedimos maior transparência de informações, com os recortes por localidade, para conferência e acompanhamento social", destaca o presidente da entidade, Vitor Magalhães. Ele ainda solicita que as entidades de classe e a sociedade sigam unidas por mais recursos. "O desenvolvimento econômico e social torna-se a única chave para a retomada", enfatiza.
Para Magalhães, o trabalho do "Levanta" nesta primeira fase buscou um acompanhamento. "Agora, cobramos das autoridades as respostas que os próprios dados demonstram que precisamos. Nosso pedido faz parte de um relatório técnico, de análise de dados e, por isso, podemos tirar conclusões e seguir o nosso pleito", conclui.