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Centrais sindicais unem ato político e música no Dia do Trabalhador em Porto Alegre

Ação reuniu, na Casa do Gaúcho, categorias profissionais, lideranças sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e incluiu apresentações de artistas como Produto Nacional e Samba Delas

O evento reuniu categorias profissionais, lideranças sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e famílias de trabalhadores
O evento reuniu categorias profissionais, lideranças sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e famílias de trabalhadores Foto : Ricardo Giusti

O feriado do Dia do Trabalhador, nesta quinta-feira, dia 1º de maio, foi marcado por atos com reivindicações da classe trabalhadora em Porto Alegre, promovidos por centrais sindicais que concentraram-se em alguns pontos da Capital. Além do protesto organizado pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT), um ato político-cultural ocorreu nesta tarde na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia.

A atividade foi organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) e outras oito centrais sindicais, como a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), a Força Sindical, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o Fórum Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). O evento reuniu categorias profissionais, lideranças sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e famílias de trabalhadores. Camisetas, bandeiras e cartazes levantavam frases como "A vida não tem hora extra" e pedidos pelo fim da escala 6 por 1 e por vida além do trabalho.

A programação incluiu apresentações de artistas como Produto Nacional, Samba Delas, João de Almeida Neto e Florisnei Thomaz. “É pra ser um dia de conversa, de falas, mas também de reggae, de samba, de música gaúcha, atendendo às especificidades, mas para combinar cultura com um ato político”, disse o presidente.

A mobilização ocorre pela entidade todos os anos. Entre as principais reivindicações das centrais sindicais deste ano, está a isenção do Imposto de Renda de até R$ 5 mil. A medida busca corrigir a defasagem da tabela do IR, que penaliza os trabalhadores que ganham menos, afirma Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS.

Além disso, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 por 1, com críticas ao modelo de trabalho; a taxação dos super-ricos, proposta de justiça fiscal que visa cobrar impostos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos hoje isentos, e a ausência de anistia para os responsáveis pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

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Aproximadamente 3 mil pessoas passaram pelo local, estima Cenci. Outros municípios, como Tramandaí, Passo Fundo, Caxias do Sul e Pelotas também estão mobilizando membros da entidade. “Queremos juntar nessas atividades mais de 30 mil trabalhadoras e trabalhadores, somados a movimentos sociais populares”, disse.

Silvana Conti, vice-presidente do CTB-RS, defende os projetos que voltam-se para a redução da jornada de trabalho e lembra do grande número de pessoas que sofrem com o excesso e a tripla jornada, principalmente mulheres. "O dia do trabalhador e da trabalhadora, para nós das centrais sindicais, é muito importante, principalmente porque a gente sempre consegue construir em unidade. É fundamental a unidade na luta para enfrentar os desafios que nós temos pela frente”, disse.