Cidades

Centro de bem estar animal vai retomar atendimento em Canoas

Expectativa da prefeitura é que investimento total deva superar R$ 1,3 milhão

Espaço, fechado para serviços externos há sete meses, passa por adequações
Espaço, fechado para serviços externos há sete meses, passa por adequações Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP
Há sete meses fechado para atendimento externo, o Centro de Bem-Estar Animal (CBEA), em Canoas, deve retomar os serviços ainda neste mês. Em maio, o espaço foi autuado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que apontou superlotação e falta de responsável técnico. O local, com capacidade para atender 100 animais, hoje abriga 164.
Segundo a prefeitura, uma parceria institucional firmada com a Aeronáutica garantirá a atenção aos bichos de rua, comunitários e de famílias de baixa renda. Para isso, começaram a ser instaladas duas barracas, que funcionarão como hospitais de campo temporariamente, a partir da próxima semana, na sede do CBEA, na avenida Boqueirão. “É importante destacar que o Centro de Bem-Estar não é um hospital veterinário e que o atendimento faz parte da política pública de proteção animal do município, que prevê também outras ações”, diz o secretário do Meio Ambiente, Paulo Paim.

O prédio do Centro passa por obras, cujo investimento chega a R$ 407 mil, oriundos de um Termo de Compensação Vegetal. Entre as melhorias estão a ampliação dos vestiários e de espaços para instalação de cozinha e refeitório, além de reforma para adequar o canil, os consultórios e salas de procedimentos cirúrgicos às normas técnicas, conforme recomendações do Conselho Regional de Medicina Veterinária. A prefeitura explica que o trabalho interno nunca foi interrompido e que houve incremento da equipe, com enfoque na identificação e tratamento dos animais para prepará-los à adoção, a fim de combater a superlotação, um dos principais problemas assinalados pelo Conselho. Segundo a administração, hoje, todos os bichos abrigados estão castrados, chipados, vacinados e desverminados.

Conforme o veterinário e coordenador técnico de fiscalização do Conselho, Mateus Lange, também foi constatada ausência de organização dos espaços e más condições de higiene. Ele esclarece que o Conselho não tem amparo legal para interditar o espaço e que foi feita a notificação. “Trabalhamos com denúncias e voltaremos ao local para reavaliar a situação.”

Segundo a prefeitura, a expectativa é de que, até o fim de 2017, o investimento em medicamentos, vacinas, exames, controle de vetores, castrações, higienização, uso de equipamentos de proteção individual, além do aumento no quadro de funcionários, deva superar R$ 1,3 milhão.