Nesta sexta-feira, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realiza um ato em Lajeado com cerca de 400 pessoas. Atingidos de outras cidades do Vale do Taquari também estarão presentes em apoio às famílias lajeadenses. E o que motiva esse apoio mútuo são os impactos que os atingidos dos diversos municípios do Vale vem passando desde o ciclone de junho de 2023. De lá para cá essas mesmas cidades enfrentaram três enchentes que impuseram uma nova realidade aos gaúchos e uma delas é que não se pode morar mais à beira do Rio Taquari. Por conta disso, as famílias estão à espera de conseguir uma nova moradia para viverem em segurança.
Em Lajeado, contabilizando apenas os cadastrados no MAB já somam-se 450 famílias desabrigadas. Diante desse cenário alarmante, o MAB reforça que é necessário fazer o reassentamento das comunidades atingidas em local seguro, com tamanho adequado. O Movimento enfatiza que os programas de reconstrução têm inibido a participação dos atingidos e têm sido feitos sem transparência.
Segundo o coordenador Leopoldo, a recuperação das áreas afetadas avança lentamente, e somente com a pressão do povo as medidas serão cumpridas. "Fazer com que o prefeito garanta nossas casas, porque até agora ele não cadastrou nenhuma família que perdeu a sua casa. Então ninguém tem direito de ganhar casa aqui em Lajeado" , reforça o atingido.
Além das perdas materiais, Leopoldo afirma que a tragédia tem causado impactos profundos na saúde mental e no bem-estar das comunidades, o que agrava ainda mais a situação de vulnerabilidade das famílias. "Se chove eu não consigo dormir, não consigo botar a cabeça no travesseiro para descansar. Fico muito preocupado pensando que pode vir uma chuva igual àquela de maio.", comenta o coordenador.