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Charrua estima que prejuízos atinjam R$ 30 milhões e 2 anos para serem reparados

Na área rural pontes foram levadas e boa parte das culturas de soja e milho inundadas

Equipes da Secretaria de Obras de Charrua não param de trabalhar desde 18 de janeiro
Equipes da Secretaria de Obras de Charrua não param de trabalhar desde 18 de janeiro Foto : Oberdan Scolari / Prefeitura de Charrua / Divulgação / CP

Em Charrua, Região Norte do RS, três temporais em outubro e novembro de 2023 e o último em 18 de janeiro passado, deixaram um rastro de estragos e prejuízos.

A situação de emergência decretada em cada fenômeno climático, foi homologada duas vezes pelo Estado e uma pela União.

Segundo o coordenador da Defesa Civil e Meio Ambiente do município, Claudio Antônio Caldatto, os reparos que ainda necessitam ser feitos e recuperação de perdas na área rural devem levar pelo menos 24 meses.

Na área urbana, o mau tempo causou a queima da bomba que alimenta o abastecimento de água da Cidade Baixa.

Ainda conforme Caldatto, duas pontes foram levadas pela força das águas, nas localidades de Linha das Pedras Baixas e Linha Perondi.

Nestas áreas, a travessia está acontecendo por meio de motocicletas ou máquinas pesadas dos próprios produtores.

“A chuva em 24 horas somou 280 mm, arrancando, entupindo e destruindo bueiros no interior, sendo necessários 500 metros de tubulação, de medidas variadas, para sanar os problemas gerados e que produziram um prejuízo de R$ 1 milhão”, acentua.

Centenas de quilômetros de estradas vicinais foram avariadas com perda de base, encascalhamento, abertura de fendas e valas.

De acordo com o coordenador, em levantamento da Emater, na área rural, com lavouras de milho, soja, pastagens e perdas no solo, atingem danos orçados em R$ 2,1 milhões.

Houve alagamentos em moradias no interior do município, principalmente na Linha Perondi.

Caldatto acredita que todos os trabalhos somados que deverão ser realizados, gradativamente, a partir de agora, custarão ao menos R$ 30 milhões aos cofres públicos, produtores e comunidade, conclui.