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Chegada do Papai Noel é marcada por alegria e emoção no Hospital da Criança Santo Antônio

Com músicas natalinas ao som do violino, o “bom velhinho” atraiu a atenção das crianças e entregou cartinhas

Chegada do Papei Noel levou alegria ao Hospital da Criança Santo Antônio
Chegada do Papei Noel levou alegria ao Hospital da Criança Santo Antônio Foto : Fabiano do Amaral

O relógio marcava 18h10min, quando as luzes começaram a se apagar no sexto andar do Hospital da Criança Santo Antônio, da Santa Casa de Porto Alegre. Ao mesmo tempo, o som do violino do músico Bruno Esperon começava a ecoar, acendendo a expectativa em meio aos olhares curiosos, direcionados para o corredor. Nos momentos seguintes, animado por canções natalinas, a figura do Papai Noel surgia para levar alegria os pequenos pacientes, acompanhantes e colaboradores.

Junto de ajudantes, o bom velhinho seguiu de quarto em quarto, para levar a magia do Natal e encher de esperança os corações dos pequenos. Por trás de cada sorriso tímido e ao mesmo tempo alegre, com toda a inocência da criança, havia uma história de luta e de superação diária. A música e todo o ambiente criado, emocionaram mães, pais e demais acompanhantes, que filmavam e se encantavam.

O falante e alegre Wesley Miguel da Silva Teixeira, de apenas 12 anos, foi um dos primeiros a receber a visita. Sentado na cama, se deixou tomar pela timidez ao ver a figura do bom velhinho. Perguntado sobre o sentimento de receber a visita, foi enfático: "estou muito feliz", resumiu. Durante a conversa, recebeu uma cartinha para preencher com pedido para o Natal.

Internado para fazer sessões de quimioterapia durante o tratamento de uma leucemia, Wesley estava acompanhado avô, André de Souza Teixeira. “Ele está bem feliz. Pediu um jogo de legos”, conta. Os dois contam os dias para poder voltar para Gravataí, onde a família reside.

Em frente, no quarto 602, a pequena Sara Conceição de Morais, de 5 anos, também passava por um dia difícil, mas contava com toda a parceria e apoio da mãe Suélen Conceição de Souza. Há cerca de dois meses, a menina, que é moradora de Santo Antônio da Patrulha, foi diagnosticada com leucemia tipo B.

Depois de passar 45 dias internada, Sara recebeu alta há alguns dias e retornou à Capital nesta semana para fazer quimioterapia. Ainda em estágio inicial, a queda de cabelos da filha deixou o dia da mãe mais sensível. A pequena, por outro lado, era só alegria e vivia de forma pura e delicada a magia de encontrar o Papei Noel. Desde o primeiro aparecimento da figura do bom velhinho no fundo do corredor, foi a primeira a parar observar.

No quarto, uma chupeta havia sido separada para ser entregue, em troca da cartinha de Natal. Na última hora, preocupada em ter de se desfazer do objeto, ela correu para esconder embaixo do travesseiro. “Combinamos de fazer a troca, mas diante do diagnóstico, por tudo ter acontecido tão depressa, vamos deixar (ela continuar com a chupeta)”, explica Suélen.

Para Sara, o desejo colocado na cartinha para ganhar no Natal é uma casa da Barbie, acompanhada da boneca. A mãe, por sua vez, também não tem dúvida do que espera receber: “O que mais peço a Deus é a cura da minha filha”, afirma.

A emoção do momento especial vivido pelos pacientes não marca apenas os pequenos e seus familiares, mas também os profissionais que acompanham de perto toda a movimentação. Com a tarefa de ser uma das ajudantes do Papai Noel, a profissional de educação física da recreação do hospital, Daliana Pereira destaca que a organização exige preparação da equipe. “A gente se dedica para que seja um momento realmente mágico para eles. Essa é a nossa missão dentro do hospital. Conseguimos fazer as crianças vivenciarem esse momento com a emoção que a gente consegue passar fazendo as cartinhas”, explica.

Durante o período natalino, a Santa Casa promove a Central de Cartinhas, uma ação que convida os mais de 10 mil profissionais da instituição a adotarem as cartinhas dos pacientes internados e fazerem parte da magia do Natal dos pequenos.

A supervisora do serviço social e da recreação, Melissa Saraiva, também ressalta que o Santo Antônio é um hospital que organiza, de maneira especial, as datas festivas. Ela reafirma que as celebrações não são apenas para os pequenos, mas para toda a comunidade hospitalar. “O dia de hoje também é para a família e para o nosso colaborador. E por mais que a magia do Natal seja mais próxima da criança, eu acho que todos nós ficamos afetivamente sensibilizados com um momento como esse”, justifica. Durante o restante do mês, outras ações, incluindo a presença de convidados, também devem integrar a programação, para alegrar o Natal dos pacientes.