Cidades

Chuva causa transtornos no Vale do Rio Pardo e na Fronteira Oeste

Em Sobradinho, 300 famílias estão parcialmente isoladas

A chuva fez com que o desvio sobre o rio Carijinho, em Sobradinho caísse
A chuva fez com que o desvio sobre o rio Carijinho, em Sobradinho caísse Foto : Fabrício Cerolin/ Bombeiros Voluntários de Sobradinho/CP

A chuva segue causando transtornos em algumas cidades do Estado. Eme Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, a queda de um desvio entre o bairro Centro e a Baixada isolou parcialmente cerca de 300 famílias. O local foi interditado pela defesa civil do município

Segundo o bombeiro voluntário, Darci Vagner, o desvio feito com canos aterrados sobre o rio Carijinho caiu e agora para ir ao Centro da cidade, as pessoas têm que andar em torno de cinco quilômetros a mais passando pela RS 481. "Isolou a Baixada do restante da cidade. Para sair eles têm que passar pelo asfalto na cidade e para resolver o problema, a Prefeitura tem que esperar o rio baixar", relata.

O desvio que caiu nesta chuva foi feito após a ponte ser levada pela enchente de maio de 2024. Não há desabrigados ou desalojados

Na Fronteira Oeste foram registrados alagamentos. Em Uruguaiana, do início da madrugada até às 10h30min desta terça-feira foram registrados 80 milímetros de chuva. A previsão é que mais 30 milímetros caiam na cidade durante o dia. Uruguaiana registrou alagamentos, sem danos de grande monta. A exceção foi o CRAS II que precisou ser fechado por causa das goteiras. A previsão é que o local seja reaberto nesta quinta-feira.

Em Alegrete ocorreram alagamentos pontuais no interior e um carro ficou ilhado próximo a uma ponte, mas o veículo foi retirado. Em São Borja, a chuva intensa causou alagamentos em diversas ruas, além de danos e erosões. Na Theobaldo Klaus, a água entrou em casas, assim como em outros bairros. "O Betim, o Para Boi e o do Passo foram os mais atingidos, mas não precisamos evacuar nenhuma residência". destaca o coordenador municipal da defesa civil, Ailson Carvalho. Segundo ele, o sistema de drenagem não deu vasão. Desde segunda-feira foram mais de 200 milímetros na cidade.

À tarde, o coordenador seguiu acompanhando as pessoas que tiveram sua casa invadida pela água, "Não foi alto o nível. Tiveram até o momento danos materiais e alguns móveis tiveram que ser erguidos', relata.

Segundo a MetSul, os municípios da Fronteira Oeste tiveram marcas acumuladas que ficaram entre 50mm e 100mm na primeira metade do dia. Uma casa chegou a ficar ilhada em razão do alagamento e a família seguia à espera do escoamento ou da chegada de apoio. Por causa da chuva, a Secretaria Municipal de Educação anunciou a suspensão das aulas em alguns colégios, como medida de segurança, considerando as dificuldades no acesso e riscos para chegar aos locais. Estão suspensas aulas nas escolas de ensino fundamental (EMEFs) Liôncio S.P. Aquino, Olinto Dornelles, Ordália Machado, São Judas Tadeu, Bom Sucesso, Osvaldina B. da Silva e nas escolas de educação infantil (EMEis) Perciliana, Darcy, Antônio Pedro e Tio Calandro.

Em São Vicente do Sul ocorreram danos em uma ponte de madeira, entre o município e Cacequi, sobre o rio Ibicuí, na área rural das cidades. Com isto o trânsito no local segue interrompido pela manhã.

Veja Também