Há uma semana, está ancorado no canal de Itapuã o navio Mount Taranaki, transportando 12 mil toneladas de cevada para a indústria cervejeira. Ele está próximo ao EVA Shanghai, outra embarcação fundeada na região, e bloqueada devido ao primeiro ter encalhado de domingo a quinta-feira da semana passada. Tal situação causou diversos transtornos à navegação interior gaúcha nos últimos dias.
Enquanto os prejuízos seguem sendo calculados, a praticagem da Lagoa dos Patos estimava no turno da manhã que a profundidade do canal estava em 71 centímetros. O valor é bastante abaixo de 1,10 metro necessário no canal e um metro na régua do Guaíba no porto de Porto Alegre. “Somente poderemos movimentar os navios quando o Guaíba estiver perto de um metro na área portuária”, salientou o diretor da praticagem, Geraldo Almeida.
Tanto o Mount Taranaki, com bandeira de Hong Kong, quanto o EVA Shanghai, estão em uma área a cerca de 300 metros da chamada Ponta da Espia, onde o Guaíba termina e a lagoa começa, na altura do Parque Estadual de Itapuã. Chove nesta quinta, o que pode causar elevação do nível do curso d’água e, finalmente, possibilitar que os navios sigam viagem pela hidrovia. Por enquanto, até o começo desta quinta, o fundeio das embarcações causa congestionamento no trânsito dos demais navios, tanto os que entram no canal quanto os que sobem de Rio Grande.
O nível do Guaíba na estação da Usina do Gasômetro, no final da manhã da quinta, apresentava queda em relação ao dia anterior segundo a medição da Agência Nacional de Águas (ANA), apresentando marca de 1,52 metro. Mais cedo, antes das chuvas, havia sido de 1,55 metro. Amas as marcas são consideradas insuficientes para o deslocamento das embarcações.