No meio da semana, o motorista de ônibus Roberto Gomes Oliveira comemorou que as vias da região de Belém Novo não estão mais inundadas. A preocupação dele estava nos buracos nas vias da região. A esperança era de que, com o tempo firme, os defeitos no pavimento seriam consertados, mas voltou a chover nesta sexta-feira, exigindo mais atenção no trânsito.
“A água deixa mais difícil enxergar os buracos, o trânsito fica mais complicado, mas tenho fé que o pior já foi”, entende.
A região Sul de Porto Alegre ainda tenta se refazem. Enquanto o volume de água que voltou a entrar pelo Guaíba na última semana escoa aos poucos, a limpeza e os consertos de áreas atingidas avançaram, até que o clima voltou a atrapalhar os planos.
Em Ipanema, o Dmae fazia reparos na rede pluvial junto ao calçadão da orla, enquanto moradores consertavam os estragos em propriedades localizadas na avenida Guaíba. Muros inteiros tombaram durante a cheia, e nem mesmo grades foram poupadas. Nesta sexta-feira, os serviços voltaram ao compasso de espera.
“Tijolo por tijolo, vamos repondo as coisas no lugar”, conta o construtor Ronei Wisnevik, contratado para reerguer o muro de um restaurante famoso da região, fechado desde o início de maio.
No Guarujá, trecho da rua Jacipua, próximo da esquina com a avenida Guaíba, estava alagado nesta tarde. A via é uma das ainda bastante prejudicas, e os moradores da região vão ter que aguardar um pouco mais pela remoção do o lixo acumulado sobre a calçada.
Depois da chuva, mais frio
De acordo com a MetSul Meteorologia, chove pelo menos até o próximo domingo na região Metropolitana. Quando a trégua da água ocorrer, o vilão será a baixa temperatura. A onda de frio polar que já está sobre o Estado deve perdurar por ao menos dez dias.
A tendência é que ela se intensifique, com os dias mais gelados deste inverno ainda por vir, embora no começo deste mês tenham ocorrido marcas de até 7ºC abaixo de zero no Sul do RS e -1ºC na região metropolitana de Porto Alegre.