A tragédia climática que afetou o Rio Grande do Sul com enchentes, cheias e níveis impressionantes de chuvas não foi uma anomalia isolado no mundo. Conforme a MetSul, de acordo com o consórcio climático e ambiental europeu Copernicus, o Planeta Terra completou em maio doze meses seguidos com aquecimento recorde do planeta, o que cientistas do consórcio descrevem como um fato “alarmante”.
A sequência de doze meses é a segunda mais longa já registrada, de acordo com dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. “É chocante, mas não surpreendente, que tenhamos atingido esta sequência de doze meses”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus, num comunicado.
“A assinatura das alterações climáticas permanece e não há nenhum sinal à vista de uma mudança nesta tendência”, destacou o cientista que chefia o programa de clima do Sistema Copernicus. O novo marco é ainda mais preocupante do que o alcançado em janeiro, que estabeleceu 2023 como o ano mais quente já registado desde o começo dos registros. Isso significa que o ano civil foi o mais quente em geral, com muitos – mas não todos – meses estabelecendo recordes. Agora, todos os meses, durante um ano consecutivo, foram os mais quentes já registrados.
Como consequência dos sucessivos recordes, a temperatura média global dos últimos 12 meses (junho de 2023 – maio de 2024) foi a mais alta já registrada, terminando o período 0,75°C acima da média de 1991–2020 e 1,63°C acima da média de 1850–2020.