Chuvas no RS: Eldorado do Sul tem aulas suspensas e fechamento de unidades de saúde

Chuvas no RS: Eldorado do Sul tem aulas suspensas e fechamento de unidades de saúde

Município conta mais de oito mil desabrigados

Paula Maia

Moradores de Eldorado do Sul estão disponibilizando embarcações para auxiliar as forças de segurança no resgate e envio de doações

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Por conta dos alagamentos, aulas foram suspensas em 12 instituições e unidades de saúde fechadas em Eldora do Sul. Por conta de alagemntos, as unidades de saúde Cidade Verde, Picada, Chácara, Farmácia Municipal e o Pronto Atendimento Central 24 não estão atendendo a população.

De acordo com a prefeitura, 350 pessoas estão abrigadas no ginásio Getúlio Vargas, e outras 350 no ginásio da Escola Estadual de Ensino Médio Eldorado do Sul. São mais de 8 mil pessoas desalojadas.

A Defesa Civil do município está com 12 bases fixas distribuídas por diferentes bairros da cidade para atender a população atingida pelos alagamentos. As equipes têm se concentrado em áreas mais afetadas, como avenidas e pontos críticos das ruas, para oferecer auxílio à comunidade dispersa.

Além dos abrigos, a Defesa Civil tem recebido apoio de civis que disponibilizaram embarcações para auxiliar no resgate. Essas embarcações estão sendo utilizadas para a distribuição de alimentos e água às pessoas que permanecem em suas residências.

O integrante da Defesa Civil Marcel Balbueno alertou sobre a presença de animais perigosos, principalmente cobras e jacarés nas áreas alagadas. A orientação é para que a população se afaste e evite o contato com esses animais para evitar possíveis incidentes. Para evitar acidentes, Balbueno destacou a importância do uso de calçados, mesmo que molhem, para a proteção dos pés.

“No balanço de ontem, tinha 8.700 pessoas desabrigadas ou desalojadas dentro do município. A gente teve bastante apoio de civis que trouxeram embarcações para ajudar. Aproveitamos as embarcações para distribuir marmitas e água”, declarou Balbueno.

A situação na cidade está apavorando os moradores que não veem a água baixar.  Samuel dos Santos, morador do bairro Chácara estava desolado com a situação. Pouco antes de entrar no trator para levar marmita para o pai que ainda permanece na casa -  mesmo alagada - ele afirmou que a sua saúde mental está bem abalada. "Estou querendo esquecer tudo o que aconteceu e não tem como", declarou. 


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895