O ciclone extratropical que passou por Pelotas teve em média 120 milímetros de chuva e ventos de até 80 km/h durante a madrugada, o que gerou transtornos na zona rural. Para o secretário municipal da Defesa Civil, Milton Martins há problemas pontuais e a cidade respondeu bem ao evento climático. Nesta quarta-feira, as 13 unidades básicas de saúde (UBSs) localizadas na zona rural não realizaram atendimentos. A previsão é que o trabalho seja retomado nesta quinta-feira, assim como o transporte coletivo nas linhas das colônias Santa Áurea, Vila Nova, Maciel e Bachini, uma vez que no início da tarde, as águas começaram a recuar. As linhas Gama Moreira, Santa Silvana e Andrade também foram afetadas pela situação em função da condição das estradas.
O quarto distrito foi uma das áreas mais afetadas, com pontes prejudicadas e o arroio Pelotas transbordando em alguns trechos. O excesso de chuvas na cidade vizinha de Canguçu, deixou a Defesa Civil em alerta para quando a água descer também pela área urbana do Areal e da Vila Palha, mas o sistema de drenagem segue trabalhando de forma plena e as equipes do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) retiram os entulhos. A prefeitura segue realizando o levantamento dos prejuízos com pontes, estradas e plantações, assim como na zona urbana.
O abastecimento de água chegou a ser afetado em algumas partes da cidade, com a interrupção temporário no funcionamento da Estação de Tratamento de Água Moreira(ETA), responsável por atender, em parte, o bairro Fragata, o maior da cidade.
O avanço do arroio no ponto de captação impediu a operação ao longo da madrugada desta quarta-feira. O Sanep retomou o bombeamento às 8h, após recuo da água. A ETA Quilombo, que fornece água à zona rural está sem energia elétrica. A estrada que dá acesso ao local está com problemas de trafegabilidade, foram computados 130 milímetros de chuva em sete horas na região.
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