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Cidades da Fronteira Oeste contabilizam os estragos do temporal da madrugada

O fenômeno climático foi inferior ao previsto deixando as coordenações da Defesa Civil menos apreensivas

Árvore tombou no acesso sul na entrada da cidade de Itaqui
Árvore tombou no acesso sul na entrada da cidade de Itaqui Foto : Valdemarino do Amaral / Defesa Civil de Itaqui / CP

Em Itaqui, o temporal derrubou dois eucaliptos, no acesso sul, entrada da cidade, que danificaram quatro postes de energia elétrica. A BR 472 chegou a ficar com o tráfego interrompido. A RGE e bombeiros no local solucionaram o problema localizado por volta das 8h. No momento, são 1.727 clientes da RGE, áreas urbana e rural, afetados com o corte de energia elétrica, a exemplo do bairro da Chácara.

À tarde o número de consumidores havia reduzido para 381. A chuva somou 55 mm, durante o período. O acesso sul está completamente liberado para tráfego de veículos e pessoas.

Alegrete registrou 49,8 mm de chuva forte e ventos com rajadas rápidas de 90 km/h. Houve oito chamados à Defesa Civil, segundo Renato Grande, responsável pelo serviço. Uma árvore tombou na rua Gaspar Martins, no Centro e outras três nos bairros Santo Antônio, Vila Nova e Boa Vista. A Defesa Civil distribui lona a quatro casas destelhadas parcialmente nos bairros Centro, Piola e Santos Dumont.

Já os bombeiros atenderam mais seis chamados para corte de árvores que cairam no bairro Restinga e Centro da cidade.

O Ibirapuitã voltou a subir, medindo 9,70 m, às 16h desta quinta-feira. Com a resposta hidrológica o rio retornou para a cota de cheia que é de 9,70 m. Cresce um centímetro por hora. O número de pessoas afetadas (134) está mantido.

O município de São Borja apontou 50 mm de precipitação. Alguns pontos da área rural a medição teria alcançado o dobro do captado no perímetro urbano. Os ventos anotaram rajadas de 108 km/h. Houve a queda de duas árvores, sendo uma na Vila Cabeleira e a outra na área central da cidade, além de muitos galhos e placas de publicidade avariadas. Foram oito casas destelhadas e alagadas, sendo assistidas pelo município. A RGE chegou a anotar 3839 pontos sem luz. No final de tarde o volume havia reduzido para 1295 consumidores.

Ao menos quatro escolas municipais estão sem aulas devido o corte no fornecimento de energia elétrica. A preocupação agora é também com o rio Uruguai que mede 7,96 m, próximo ao nível de alerta (8 m). As águas aproximam-se dos bares do Cais do Porto.

Com o crescimento do Uruguai os produtores de arroz que plantaram nas áreas de várzea estão preocupados com possível alagamento das lavouras. Há dificuldade de comunicação com o interior do município pela falta de Internet e em algumas localidades o fornecimento de energia.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Moacir Tiecher, são sete equipes da Infraestrutura e Defesa Civil atendendo à população.

No entorno de Uruguaiana, uma árvore caiu na BR 290, próximo ao acesso à cidade. Uma casa no bairro Santo Inácio sofreu com a infiltração da chuva. A avaria foi solucionada com a cobertura da moradia com lonas cedidas pela Defesa Civil.

A chuva atingiu 40 mm e os ventos 70 km/h. Na área urbana também houve muitos galhos de árvore caídos, de diversas dimensões e agora recolhidos por equipes da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Rural. Há 1,4 mil consumidores sem o fornecimento de energia elétrica no município que é restabelecido gradativamente. Às 17h eram 943 pontos.

Conforme o coordenador da Defesa Civil municipal, Paulo Woutheres, o fenômeno foi menor ao previsto e as repercussões também. “Fomos abençoados”, diz.

Devido ao mau tempo, segundo o extensionista da Emater, Cláudio Rao, foi registrado acamamento na lavoura de arroz do município, porém a quantificação e possível prejuízo somente serão conhecidos nesta sexta-feira.

Segundo Bruno Soares, coordenador da Defesa Civil municipal de Quaraí, vizinha a Artigas, no Uruguai, registrou-se a queda de três árvores no perímetro urbano e uma casa destelhada na zona rural, na localidade do Areal. Os ventos alcançaram 88 km/h e a chuva acumulou 43 mm. ”Perto do que esperávamos foi bem menor o estrago”, comenta. O bairro Promorar II está sem energia elétrica, devendo ser restabelecido o fornecimento nas primeiras horas da tarde, avalia Soares.

Em Barra do Quaraí, fronteira com Bella Unión no Uruguai, duas casas foram destelhadas, de acordo com o secretário de Obras Rafael Fialho. Uma na área urbana e outra na zona rural próximo ao Parque do Espinilho. A precitação atingiu 55 mm. Os trabalhos de recomposição estão em andamento.

Em Sant’Aana do Livramento, divisa com o Uruguai, a situação é considerada grave. Ao menos 20 casas foram destelhadas e por consequência, parte alagada. Além de queda de árvores, não quantificada. Conforme o soldado Eluan Marques do corpo de bombeiros, a corporação recebeu ao menos 15 chamados de populares, sendo a maioria voltada à queda de árvores em muros, moradias e vias públicas. Os bairros mais afetados foram o Armour, Wilson e Brasília.

Na cidade de Rosário do Sul, conforme dados da prefeitura, apenas duas árvores foram arrancadas pela força dos ventos que registraram rajadas de 80 km/k por volta da 1h20min. Uma na Pracinha do Estudante e a segunda na rua João Brasil, ambas no Centro. Não aconteceram chamados à Defesa Civil.