A cheia do Guaíba trouxe junto uma grande quantidade de galhos e troncos de árvores, além de diversos outros resíduos, para Porto Alegre. Muitos dos que foram parar na orla da Capital estão sendo removidos por equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Entretanto, grande parte segue boiando no leito do Guaíba, causando preocupação para os operadores de embarcações e empresas que atuam com navegação na região.
O diretor executivo da empresa Navegação Guarita, Werner Barreiro, destaca que as embarcações estão operando com cuidado, monitorando a via hídrica antes de realizar a passagem. Segundo ele, a presença destes galhos e troncos de madeira gera insegurança para a navegação. Caso a embarcação venha a colidir um destes resíduos, pode causar transtornos na hélice, leme, motor e outras partes do navio, causando avarias no sistema propulsivo.
Ele cita ainda que, na enchente de 2024, o canal de um dos terminais privados da região também sofreu com o excesso de troncos e galhos. Por isso, na enchente dos últimos dias, foi colocada uma barreira de contenção em um dos acessos ao canal, segurando parte do material. Apesar da dificuldade e da cheia do Guaíba, os terminais privados e empresas que atuam na área da navegação seguem operando normalmente.
“(Os resíduos) Causam insegurança total para a navegação. É uma operação de risco, pois não tem como navegar com aquele monte de entulho que tinha. Os terminais privados voltaram a operar depois que foi feita uma limpeza, retirando parte desse material. Com a embarcação parada não há problemas, mas para o navio poder navegar, movimentar a sua propulsão, esse material precisa ser removido do caminho”, explicou.
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Operações suspensas no porto
Enquanto os terminais privados seguem operando, principalmente na foz do rio Gravataí e no delta do Jacuí, as operações no porto público de Porto Alegre estão temporariamente suspensas em razão da elevação do nível do Guaíba, de acordo com a Portos RS. A medida, conforme a empresa pública, considera as condições de acesso à área portuária e tem como prioridade a segurança de todos os profissionais e operadores no terminal.
“A Portos RS já mapeou as cargas nas instalações e segue acompanhando as orientações da Defesa Civil, além de manter contato direto com os operadores portuários. Também mantém um plano ativo de monitoramento do nível da água, por meio de seus programas ambientais. Seguiremos atentos e comprometidos com a retomada segura das atividades”, completou a nota da Portos RS.