Cidades

Com salários atrasados há três meses, trabalhadores rodoviários paralisam operações em Uruguaiana

Funcionários da São João Transportes fazem mobilização em frente a portões da empresa

Trabalhadores reivindicam salários atrasados em Uruguaiana
Trabalhadores reivindicam salários atrasados em Uruguaiana Foto : Plinio Fontela / CP / Reprodução

Trabalhadores rodoviários promovem, nesta segunda-feira, a paralização de operações da empresa de transporte coletivo intermunicipal São João. O protesto ocorre em frente aos portões da sede do empreendimento na rua Padre Anchieta, no bairro São Miguel, em Uruguaiana, na fronteira Oeste. A mobilização, que reivindica pagamento de salários atrasados, afeta três linhas, sendo Uruguaiana X Rio Grande, Uruguaiana X São Borja e Uruguaiana X Bagé.

O ato teve início ainda na madrugada e deve se estender ao longo do dia. Duas entidades de classe são responsáveis pela organização, sendo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários Intermunicipais, Interestaduais, Turismo e Fretamento do RS (Sindirodosul) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Carga de Linhas Internacionais do RS (Sindimercosul).

De acordo com o presidente do Sindimercosul, Plinio Fontela, o atraso de salários soma três meses. Ele afirma que não há previsão de quando os pagamentos vão ser colocados em dia e reclama de falta de diálogo entre empresa e funcionários.

"O atraso de salários já vinha ocorrendo desde o ano passado, mas dessa vez os trabalhadores estão desde abril sem receber. Não foi nos dado nenhuma previsão sobre os repasses nem justificativas para os atrasos”, disse Plinio Fontela.

O diretor da São João Transportes, Érico Razzera, afirma que o atraso nos vencimentos acontece porque a empresa passa por uma crise financeira, situação que foi agravada pela pandemia de covid-19, em 2020 e 2021, além das enchentes que atingiram o estado em maio. Ainda segundo ele, advogados têm mantido contato com o grupo de funcionários em busca de soluções.

"Não tiro a razão deles [manifestantes], mas eles me conhecem e sabem que faço tudo o que está em meu alcance para resolver o problema. Ocorre que há queda nos rendimentos da empresa desde a pandemia. Além disso, a situação ficou ainda pior após as enchentes e nós não contamos com nenhum apoio. O diálogo com funcionários é feito através de advogados, que buscam um meio-termo que seja razoável para todos”, destacou o representante da São João Transportes.