Começa hoje a 26ª Feicoop de Economia Solidária em Santa Maria
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Começa hoje a 26ª Feicoop de Economia Solidária em Santa Maria

Organizadores aguardam a visita de mais de 300 mil pessoas até o encerramento das atividades

Por
Correio do Povo

Feira em Santa Maria começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira e segue até domingo, a 26ª edição da Feira Mundial de Economia Solidária, em Santa Maria, na região Central do Rio Grande do Sul. O evento, que ocorre no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, no bairro Medianeira, transforma a cidade na Capital Internacional da Economia Solidária.

Os organizadores aguardam a visita de mais de 300 mil pessoas até o encerramento das atividades. De acordo com os integrantes do projeto Esperança-Cooesperança, responsáveis pela iniciativa, a previsão é de que mais de 10 mil produtos estejam expostos diariamente nas bancas, à disposição do público. 

Estão programadas 67 atividades como seminários, oficinas, reuniões, audiências públicas e encontros e debates de temas como organização social, educação alimentar, sustentabilidade, reforma agrária, cooperativismo, agroecologia, e outros. A coordenadora da 26ª Feicoop, irmã Lourdes Dill, explica que a formatação da feira se assemelha à do Fórum Social Mundial, com eventos autogestionados.

Sem Terra. Assentados e acampados da Reforma Agrária voltam à Feira Internacional do Cooperativismo para apresentar seus projetos de agricultura camponesa. Eles participarão também da 15ª Feira Latino Americana de Economia Solidária (Ecosol), evento paralelo à Feira, que ocorre no mesmo local. O tema deste ano é “Construindo a sociedade do bem viver: por uma ética planetária”. 

Para Salete Carolo, dirigente do MST, a feira é um importante propulsor de ideias, compartilhamento de experiências, formação, exposição de produtos e serviços para comercialização para que seja garantido o sustento de centenas de famílias. O movimento levará mais de 30 itens para comercialização, a maioria deles com certificação orgânica. “É a reafirmação do nosso projeto de agricultura que também passa pela integração, envolvimento e pelo trabalho direcionado das mulheres e da juventude no campo”, conclui.