O recuo da água permite a volta de comerciantes a pontos que estavam inundados no Centro Histórico de Porto Alegre. No entanto, eles retornam para limpar o lodo deixado pela inundação. Sem prazo para reabrir, os estabelecimentos acumulam prejuízos a portas fechadas.
Nesta quarta-feira, uma operação de limpeza ocorria na agencia central do Banrisul, localizada na Praça da Alfandega. Três mangueiras de sucção retiravam a água que inundou o subsolo do prédio e despejava em um bueiro próximo. O andar térreo não tinha alagamentos, mas estava coberto por lodo.
A inundação impede o fluxo de veículos em trechos da rua Siqueira Campos. Na esquina com a rua Caldas Junior, a água recuou e permitiu que comerciantes fizessem a limpeza dos estabelecimentos.
Um deles é Carlos Luciano Goulart, que é proprietário de uma lancheria na região. Ele havia retirado cadeiras e mesas do estabelecimento, para fazer a limpeza de forma manual. Com esponja e panos em mãos, o comerciante esfregava os itens na esperança de retirar o barro que estava grudado.
De acordo com ele, o prejuízo causado pela enchente deve atingir R$ 50 mil. “A água invadiu o restaurante e ultrapassou 1,5 metros. Perdemos freezer, geladeiras e toneladas de produtos. Não há previsão para reabrirmos”, disse o homem