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Comerciantes fazem operação de limpeza em estabelecimentos na rua Siqueira Campos, em Porto Alegre

Água recuou e permitiu a volta de comerciantes, mas rua ainda tem pontos de alagamento

Lancheria ficou coberta por lama após enchente no Centro Histórico
Lancheria ficou coberta por lama após enchente no Centro Histórico Foto : Ricardo Giusti

O recuo da água permite a volta de comerciantes a pontos que estavam inundados no Centro Histórico de Porto Alegre. No entanto, eles retornam para limpar o lodo deixado pela inundação. Sem prazo para reabrir, os estabelecimentos acumulam prejuízos a portas fechadas.

Nesta quarta-feira, uma operação de limpeza ocorria na agencia central do Banrisul, localizada na Praça da Alfandega. Três mangueiras de sucção retiravam a água que inundou o subsolo do prédio e despejava em um bueiro próximo. O andar térreo não tinha alagamentos, mas estava coberto por lodo.

A inundação impede o fluxo de veículos em trechos da rua Siqueira Campos. Na esquina com a rua Caldas Junior, a água recuou e permitiu que comerciantes fizessem a limpeza dos estabelecimentos.

Um deles é Carlos Luciano Goulart, que é proprietário de uma lancheria na região. Ele havia retirado cadeiras e mesas do estabelecimento, para fazer a limpeza de forma manual. Com esponja e panos em mãos, o comerciante esfregava os itens na esperança de retirar o barro que estava grudado.

De acordo com ele, o prejuízo causado pela enchente deve atingir R$ 50 mil. “A água invadiu o restaurante e ultrapassou 1,5 metros. Perdemos freezer, geladeiras e toneladas de produtos. Não há previsão para reabrirmos”, disse o homem