Cidades

Comissão de vereadores se reúne para discutir denúncia contra prefeito e vice de Cachoeirinha

Prefeito Mike Breier declarou que irá explicar todos os itens das supostas irregularidades e chamou ação de manobra política

Prefeito disse que pode explicar os 14 itens apontados na documentação da denúncia
Prefeito disse que pode explicar os 14 itens apontados na documentação da denúncia Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP

A Comissão Processante, composta por três vereadores da Câmara de Cachoeirinha, que deve apurar denúncia acolhida pelos vereadores contra o prefeito Volmir José Miki Breier, e seu vice, Maurício Rogério de Medeiros Tonolher, esteve reunida nesta quinta-feira para analisar os relatos de supostas irregularidades e de infração político-administrativas. A denúncia foi acolhida na última terça-feira.

As supostas irregularidades foram apresentadas pelo advogado e morador de Cachoeirinha, Lucas Matheus Madsen Hanisch, que pede a cassação do mandato do prefeito e vice-prefeito. Com a criação da Comissão, os vereadores têm um prazo de 90 dias para apurar as denúncias, ouvir os envolvidos, testemunhas e elaborar relatório final que deve novamente ser votado pela casa.

Segundo o advogado, entre as principais irregularidades apontadas no documento, são 14 ao todo, estão viagens e contratos irregulares, práticas que têm sido executadas desde o início da gestão e de forma reiteradas. "A questão do estacionamento rotativo, me parece, que chama mais atenção. O número de vagas é incompatível com o tamanho da cidade, além do contrato de comodato que foi firmado, negociação que não me parece a mais adequado. Além disso, o Executivo não tem prestado contas ao Legislativo. Tem administrado a cidade sem o acompanhamento legal dos vereadores, o que é uma obrigatoriedade", disse Hanisch, que afirma ter entregue uma série de documentos e provas materiais, incluindo comprovantes de empenhos.

"Tanto o prefeito, quanto o vice, estão usando a máquina pública para se promoverem, para suprirem interesses pessoais. Em contrapartida, não pagam a contribuição patronal dos servidores. Isso é um absurdo e está muito claro.” Hanisch ainda informou que cópia integral da documentação também foi encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público, Poder Judiciário e Seccional OAB/RS.

O prefeito Miki Breier disse que o processo de impeachment faz parte da democracia. A respeito da denúncia, informou que são absolutamente explicáveis os 14 itens apontados na documentação. "Não houve desvios de dinheiro e nem prejuízo ao erário público. Somos um governo que atua dentro da ética e da transparência, que cuida da cidade. São fatos que podem ser entendidos como erros administrativos, mas que não justificam ou qualificam a cassação de um mandato. Tudo é explicável e vamos esclarecer ponto a ponto. Vejo, de forma bem clara, que estamos diante de uma manobra, uma retaliação política", concluiu o prefeito.