Por volta das 19h de sexta-feira à noite, o Colégio Marista de Santa Maria começou a pegar fogo. Em pouco tempo, as chamas se alastraram pelo 4º andar do edifício centenário e o incêndio tomou grandes proporções. O Corpo de Bombeiros de Santa Maria foi acionado às 19h36 e atuou no combateu por três horas.
O primeiro movimento dos bombeiros foi garantir que não houvesse vítimas. Após varredura inicial no local, o foco foi isolar o fogo para impedir que se alastrasse e danificasse ainda mais o patrimônio histórico.
Reforços para combater as chamas
A gravidade do incêndio tornou necessário o chamamento do efetivo que estava de folga, e 70 bombeiros atuaram para conter o fogo. Todos os recursos foram empregados, incluindo cinco caminhões de bombeiro, caminhões-pipa e hidrantes.
O início, porém, foi a parte mais difícil. Segundo o major Mateus Scremin, subcomandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM), era necessário estabelecer um posto de comando que determinaria as funções a serem executadas, mas o grande volume de civis no entorno dificultava uma ação mais coordenada.
Falta de escada
Durante coletiva de imprensa neste sábado, a ausência de uma auto escada mecânica foi diversas vezes questionada. No Rio Grande do Sul, somente o Corpo de Bombeiros de Porto Alegre e de Caxias do Sul possui o equipamento.
No entanto, o comandante-geral do CBMRS, coronel Julimar Fortes, garantiu que a auto escada mecânica seria apenas um complemento, visto que a principal função do equipamento é o resgate às vítimas, o que não foi necessário neste caso.
“Uma auto escada teria, sim, sua importância para ajudar. Mas, em contrapartida, nós precisamos de outros equipamentos que, naquele momento, se tornaram imprescindíveis”, disse.
Fortes afirmou que está nos planos de investimento para Santa Maria a aquisição de uma auto escada mecânica, mas que não é prioridade e, por isso, não é possível estabelecer um prazo. Agora, o foco é que todos os quartéis de bombeiros do Estado possuam ao menos um caminhão de combate a incêndio com, no máximo, 10 anos de uso. “É um equipamento importante (a auto escada), mas é um investimento que precisa ser feito na esteira dos outros”, complementou.