Complexo Cultural do Porto Seco, na zona Norte da Capital, se transformou em abrigo para vítimas da enchente. São centenas de pessoas e animais que encontraram um lar provisório nós nos barracões das escolas de samba.
O espaço da Unidos de Vila Isabel, de Viamão, se tornou a casa do trabalhador autônomo Vitor Hugo Gomes da Silva, de 45 anos, e da família dele. Ele, a esposa, os dois filhos, além da cunhada, sogros e sobrinhos, estão no local desde domingo, quando tiveram que deixar a Vila São Borja . O grupo soma 17 pessoas.
“A situação é precária, mas o que importa é estarmos vivos”, afirmou o homem.
Ele e a família, mesmo desabrigados, coordenam a coleta e distribuição de donativos que chegam no pavilhão. Os mantimentos são entregues nos bairros Sarandi, Rubem Berta e Mario Quintana.
“Aproveitamos para ajudar outras vítimas da enchente que estão em situação parecida com a nossa. Distribuímos quase 1,5 mil marmitas por dia, além de roupas e galões de água”, disse.
O pavilhão da União da Vila do IAPI, virou um abrigo para animais. Aproximadamente 20 cachorros e gatos estão no local, sendo que mais 70 devem chegar ao longo do dia. A previsão é que 300 pets sejam destinados ao alojamento até o final da semana.
O empresário Charles Moraes, de 44 anos, coordena o pavilhão com a esposa, Bruna Boeira. Ele destaca que os bichos ainda não estão para adoção.
“Temos tentado cadastrar os animais e localizar o dono de cada um. A ideia é enviar para adoção os que não tiverem proprietários”, pontuou.
O empresário complementa que foi doada mais de uma tonelada de ração. Todo o alimento dos pets foi entregue por iniciativa individual de voluntários.