Cidades

Comunidade do Sarandi cobra retomada das obras na Escola Liberato Salzano

Vereadores realizaram reunião na Paróquia Santa Catarina, no Bairro Sarandi para discutir demandas da maior escola municipal de Porto Alegre

Reunião externa aconteceu na Paróquia Santa Catarina, no Bairro Sarandi
Reunião externa aconteceu na Paróquia Santa Catarina, no Bairro Sarandi Foto : Fernando Antunes / CMPA / CP

Na tarde desta terça-feira, a Comissão do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara Municipal de Porto Alegre realizou uma reunião externa na Paróquia Santa Catarina, no Bairro Sarandi, para ouvir as demandas da comunidade a respeito da Escola Municipal de Educação Básica Dr. Liberato Salzano, que enfrenta dificuldades estruturais e falta de material após as cheias que assolaram o Rio Grande do Sul no mês de maio. A pauta foi proposta e conduzida pelo vereador Pedro Ruas (PSOL).

A Liberato Salzano é a maior escola municipal da Capital gaúcha e é referência em educação especial. Com cerca de 1,7 mil alunos, atende à Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em decorrência das enchentes, o telhado e o primeiro andar, que concentravam salas de aula, refeitório, secretaria, biblioteca e setor administrativo, foram severamente afetados: os móveis, materiais, documentações, computadores e livros foram perdidos. A parte elétrica e hidráulica da instituição também foi muito comprometida. “A nossa escola foi seriamente atingida pela enchente e não tem condições de uso no momento. Temos dois problemas urgentes: a necessidade de uma reforma, que o governo ainda não iniciou, e problemas que já existem há algum tempo, como o lixo colocado na frente da escola e a sinalização deficiente”, contou a vice-diretora Rosella Bruxel de Quadros.

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) é responsável pelas reformas estruturais dos prédios escolares. Porém, devido ao atraso no início da obra, a instituição foi obrigada a anunciar que suas atividades, que retornam em uma semana, serão ministradas em locais como o Clube Comercial Sarandi e a Igreja São José. “Temos um trabalho social que vai além da questão pedagógica. Nosso espaço físico serve à comunidade. Muitas reuniões, incluindo as de diversas demandas do Bairro Sarandi, muitas vezes realizadas por pessoas que nem são atendidas diretamente pela nossa escola, acontecem no nosso espaço. Com a grande dificuldade pós-enchente, o bairro não tem o espaço de apoio que sempre teve. Portanto, nossa preocupação com a reforma urgente da escola é para oferecer um atendimento de maior qualidade para nossos alunos e para que a escola retorne como um espaço físico que possa auxiliar em outras demandas do bairro”, relatou o professor Emerson Mota Campos.

O diretor de Gestão e Educação Ambiental do DMLU, Marco Salinas, se colocou à disposição para ajudar o colégio no que diz respeito ao recolhimento de lixo. Já o diretor técnico e a gerente de planejamento de trânsito e circulação da EPTC, Flávio Caldasso e Vanessa Schein, tomarão providências a respeito da sinalização e da circulação de veículos nos arredores da instituição, que, segundo relatos de moradores locais, é um trajeto perigoso para as crianças devido à alta velocidade dos veículos. Segundo Caldasso, já havia um planejamento para este projeto, porém, por conta das cheias, não pôde ser realizado. A respeito da pintura da faixa de segurança para sinalizar os locais provisórios da escola e do pedido de instalação de quebra-molas nas ruas, o diretor confirmou que a pintura será realizada após o término das chuvas desta semana, enquanto a instalação dos quebra-molas não é de competência da EPTC.

Como encaminhamento, o proponente acolheu a sugestão do colega, vereador Adeli Sell (PT), de elaborar um ofício para exigir que a Prefeitura de Porto Alegre inicie as obras com urgência. O vereador também relembrou que há um valão próximo à escola que representa perigos iminentes para os alunos devido à poluição e à localização imprópria, e sugeriu que o DMLU também atenda a essa demanda. Além disso, exigiu que as faixas de segurança sejam uma prioridade para a EPTC e propôs a criação de uma ata com os relatos dos diretores e professores do local.