Cidades

Consulta pública é aberta para PPP do Parque Marinha e Orla 3 em Porto Alegre

Proposta prevê a qualificação, manutenção e gestão dos espaços, garantindo que os parques permanecerão públicos, com acesso gratuito

Pista de skate está entre os espaços que serão mantidos pela empresa vencedora
Pista de skate está entre os espaços que serão mantidos pela empresa vencedora Foto : Giulian Serafim / PMPA / CP

O período de consulta pública sobre o projeto de parceria público-privada (PPP) para o Parque Marinha do Brasil e o trecho 3 da Orla do Guaíba, foi aberto nesta quinta-feira pela Prefeitura de Porto Alegre. A proposta, que consta no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), prevê a qualificação, manutenção e gestão dos espaços, garantindo que os parques permanecerão públicos, com acesso gratuito, funcionamento 24 horas e sem cercamento.

Os interessados em participar da consulta pública devem enviar contribuições por meio de formulário on-line até o dia 29 de março. Conforme a prefeitura, o objetivo dessa etapa é coletar sugestões e apontamentos da sociedade para aprimorar o projeto.

Cada contribuição será analisada e respondida, podendo ser incorporada à versão final do edital. A documentação pode ser acessada no site da prefeitura. Após a consulta, será realizada audiência pública para esclarecimento de dúvidas e debate da proposta, assegurando a participação da população no processo.

“O Marinha é o maior parque da Capital e tem potencial para ser melhor aproveitado pela população. A ideia é integrá-lo ao trecho 3 da Orla, consolidando a vocação esportiva e de lazer dessas áreas. O foco da concessão é manter os parques bem cuidados e seguros, garantindo a preservação das áreas verdes e a oferta permanente de serviços de qualidade”, explica o secretário de Parcerias, Giuseppe Riesgo.

A proposta está sendo elaborada com o apoio da Fundação Getúlio Vargas, consultoria técnica especializada nesse tipo de concessão. A empresa ou consórcio vencedor da licitação ficará responsável pela gestão dos dois parques.

Entre as melhorias previstas estão a construção de uma pista de ciclismo no Marinha, a manutenção da pista de skate – considerada a maior da América Latina -, a conservação das 29 quadras esportivas da Orla e a recuperação do complexo esportivo do Marinha, que inclui pista de patinação, quadras de vôlei de areia e tênis, campo de futebol e velódromo. O projeto também contempla a oferta de banheiros públicos e o reforço da segurança e vigilância.

Está prevista ainda a reforma do mobiliário urbano, como bancos, bebedouros e lixeiras, a criação de 175 vagas de estacionamento no Marinha - sem ampliação na Orla -, a implantação de novo conceito de sinalização e o incentivo a atividades de uso público, com destaque para lazer, gastronomia e recreação.

O projeto original passou por ajustes na modelagem para dar maior ênfase à resiliência climática após a enchente de 2024. Entre as novidades, destacam-se investimentos em soluções de drenagem, calçadas e telhados ecológicos, placas solares fotovoltaicas e estacionamentos sustentáveis com carregadores elétricos.

O modelo de concessão escolhido é o de PPP patrocinada, no qual a concessionária é remunerada por contraprestação e aporte do poder público. Os valores de investimento do município e do parceiro privado, assim como o prazo da concessão, ainda estão em definição.

Neste caso, entre as fontes de receita da concessionária estão:

  • Contratos com bares e restaurantes já existentes na Orla 3;
  • Estacionamentos;
  • Realização de eventos itinerantes e esportivos, mediante aprovação do poder público;
  • Implantação de novos atrativos no Marinha, como restaurantes e quiosques;
  • Exploração de publicidade no mobiliário e em eventos, conforme critérios de restrição.

Segundo a prefeitura, os parques permanecerão sem cercamento, com acesso totalmente gratuito e com funcionamento 24h, especificações já previstas desde o início do projeto. Além disto, os aspectos naturais da fauna e da flora do Marinha deverão ser preservados. Também está previsto um limite de ocupação, em que estruturas existentes e opcionais não poderão ultrapassar 20% da área total dos dois parques.