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Corredor humanitário de Porto Alegre, ainda sem data de conclusão da pista, terá gabiões para conter pedras

Segundo Smoi, projeto já está finalizado, entrará em fase de licitação e, em breve, terá publicação do edital

Corredor Humanitário permanece com as estruturas de pedras nos seus arredores
Corredor Humanitário permanece com as estruturas de pedras nos seus arredores Foto : Camila Cunha

Sairá ainda em 2025 a conclusão da pista do corredor humanitário, no Centro Histórico de Porto Alegre, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), porém o período deste ano em que isto ocorrerá ainda não foi descrito pela secretaria. A área, construída para proporcionar mobilidade durante as enchentes de maio de 2024, sendo, na ocasião, o único caminho viável na direção da área central a partir da freeway, se transformou na realidade em uma grande dor de cabeça para a comunidade local.

Isto ocorre em razão da presença de pedras grandes soltas, potencialmente causadoras de acidentes, e ainda pela falta de uma proteção lateral na via antes provisória, onde os pedregulhos estão localizados. No último dia 9 de dezembro, um automóvel capotou na região, deixando o motorista com ferimentos leves, e ampliando o debate a respeito da continuidade do corredor. O projeto para a conclusão da pista do corredor está finalizado, entrando, na sequência, na fase de licitação, e, “em breve”, o edital será publicado.

A via irá receber nova sinalização, regularização da drenagem e modificação do local da parada de ônibus. Para contenção das pedras, haverá um gabião e barreiras tipo New Jersey, observou a secretaria. Já a passarela, parcialmente demolida e hoje sem qualquer utilidade, pois inicia na altura da Estação Rodoviária e não há local de término, de acordo com a Smoi era inadequada do ponto de vista da acessibilidade. Ela precisará subir quase três metros acima da altura da atual.

Milhares de veículos circulam pelo corredor humanitário diariamente, acessando a área entre a avenida Castelo Branco e a rua da Conceição, em direção à avenida Osvaldo Aranha. As medidas a serem feitas não ferem o Plano Diretor ou é preciso passar pelo Legislativo para proceder com as intervenções, segundo parlamentares da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal ouvidos pela reportagem.