No começo da tarde desta sexta-feira, o gerente da redação do Correio do Povo, Jonathas Costa, esteve em live pelo X (ex-Twitter) andando pelas áreas alagadas do centro e 4º distrito de Porto Alegre, da rua Caldas Junior, próximo a sede do Correio do Povo indo até a região da estação São Pedro, após o rompimento das casas de bombas e comportas que alagaram toda a região.
O alagamento na região iniciou ainda durante a madrugada de sexta-feira com a Rodoviária de Porto Alegre que amanheceu com áreas completamente embaixo de água. Ao longo da manhã a casa de bombas próximo da comporta 3, na altura da rua Caldas Junior, acabou transbordando inundando rapidamente áreas do Centro Histórico e 4º distrito.
A caminhada do jornalista Jonathas Costa iniciada perto da sede do Correio do Povo na rua Caldas Junior, onde a água já estava adentrando rua adentro, seguindo pela rua Siqueira Santos, passando pelo prédio do TRE (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul), onde o estacionamento no subsolo começava a ficar totalmente encoberto pelas águas que seguiam com uma forte correnteza. Passando ainda pelo prédio do Banrisul, onde barricadas de sacos de areia foram formadas na tentativa de evitar a entrada das águas.
Na região da Praça da Alfândega, reconhecido ponto turístico da cidade, os alagamentos ainda não haviam chegado, parando na região do prédio sede dos Correios e Secretaria da Fazenda. O jornalista ainda alertou para o nível da água chegando no MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul).
Já na rua Uruguai, o terminal de ônibus era a única região a cima das águas que chegavam em menor quantidade até a esquina do prédio do Bando do Brasil. “Não é seguro permanecer no centro de Porto Alegre neste momento.” Disse ao ver diversas pessoas gravando e caminhando pela região do Passo Municipal e antiga Prefeitura de Porto Alegre.
Seguindo pela avenida Júlio de Castilhos, um dos pontos mais críticos do centro de Porto Alegre a água segue com correnteza vinda avenida Mauá intensa trazendo altos volumes de água na região das galerias, e terminal Parobé e Hortomercado Parobé. Em outros pontos a água ainda invade a parte de baixo do POP Center e Quadrilátero Central.
No alto do Viaduto Júlio de Castilhos foi possível ver a situação do centro onde as casas de bombas jogavam água na direção da avenida Mauá inundando toda a região do Viaduto da Conceição e Rodoviária de Porto Alegre.
Na rodoviária de Porto Alegre, passageiros esperavam por ônibus para voltar para suas casas em outras cidades, sem ter onde passar a noite, porém apenas um ônibus tinha previsão para sair, em direção a São Paulo.
No 4º distrito, a rua Voluntário da Pátria acumulava água o suficiente para chegar até as cochas de Jonathas que seguiu caminhando, passando pelo Parque Gráfico do Correio do Povo, e parando na estação São João do DMAE, onde os técnicos trabalhavam na tentativa de manter as operações na estação.
Depois de uma caminhada de cerca de duas horas o jornalista chegou até a comporta da avenida São Pedro, onde um tanque do Exército Brasileiro chegava para reforçar a comporta, na tentativa de evitar o romprimento.