Com a previsão de grandes volumes de chuva no final de semana na Serra Gaúcha, o governo do do Rio Grande do Sul instalou um Gabinete de Crise Regionalizado da Defesa Civil em Caxias do Sul. A região deve ser uma das áreas mais impactadas pelas chuvas intensas, com previsão de volumes superiores a 130 milímetros em alguns pontos.
"A finalidade era orientar as pessoas e tentar sensibilizar elas a procurarem locais seguros em função das chuvas intensas dessa noite até amanhã ao meio-dia. Algumas pessoas informaram que vão procurar em residência de familiares, principalmente aquelas que estão em áreas mais suscetíveis a deslizamentos. Mas algumas optaram por permanecer nas suas residências”, relata o coordenador da Defesa Civil Municipal, Ten Armando da Silva, após a ação na Vila São Pedro e áreas da Vila Cristina, em Caxias do Sul.
O Gabinete de Crise está operando no Centro Integrado de Operações (CIOp) de Caxias do Sul, sob a coordenação de 14 servidores da Defesa Civil, e tem, até o momento, um efetivo de 450 profissionais das forças de segurança à disposição para atuação em possíveis ocorrências. O posto avançado foi criado para acompanhar a situação em tempo real e coordenar ações preventivas e emergenciais, com foco na proteção de vidas e na redução de danos.
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Na manhã deste sábado, o governador Eduardo Leite (PSD) participou de uma reunião estratégica de alinhamento no gabinete. Uma nova reunião está prevista para as 18h. De acordo com o major Marcelo Almeida Souza, responsável pelo gabinete de crise em Caxias do Sul, as equipes estão preparadas para atuar nos 49 municípios da 9ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC), que abrange a região da Bacia dos Rios Antas, Taquari e Caí.
“Implementamos medidas práticas e eficazes para o deslocamento das equipes, visando a prevenção e a orientação nas áreas de maior risco. Reiteramos à comunidade a importância de acatar nossos alertas, acompanhar as atualizações e seguir as orientações. Nosso objetivo principal é a preservação de vidas, e a Defesa Civil depende da colaboração de todos”, reforçou o major Souza.