Cidades

Demissões no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre mobilizam o Simers

Sindicato emitiu um comunicado em que relata a preocupação com demissões de especialistas e encerramento de serviços

A demissão de médicos especialistas e o encerramento de serviços considerados importantes no Instituto de Cardiologia, mobiliza o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), informou, em comunicado, a entidade. A instituição, que pertence à Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC), em Porto Alegre, está sendo acompanhada com atenção pelo Simers, com providências sendo tomadas “para impedir que medidas drásticas sejam adotadas, sem a devida consideração dos médicos diretamente afetados”, afirma o sindicato.

Na nota, o presidente do Simers, Marcos Rovinski, afirma que recebeu com grande preocupação as recentes movimentações no Instituto de Cardiologia. “Fomos informados das demissões e sobre o acordo feito com o IPE-Saúde, para que este faça os repasses de pagamento, primeiro ao hospital para que só depois, os médicos recebam, contrariando acordos contratuais”, observa.

“Agimos sempre com a intenção de garantir o respeito ao trabalho e a segurança dos pacientes. Este é um serviço essencial, e o Simers vai atuar para que o sistema de saúde não seja fragilizado”, acrescenta Rovinski.

Para o dirigente, esta atitude da instituição gera incertezas e ameaça a garantia de condições adequadas de trabalho para os médicos. Ele diz, ainda, que Simers se colocou ao lado dos médicos desde o início, realizando reuniões com as equipes e buscando o diálogo com a direção do hospital. “Nosso objetivo é o de assegurar que as decisões tomadas não prejudiquem a continuidade dos serviços, nem coloquem em risco a assistência à população, que depende diretamente de um serviço de cardiologia robusto e presente”, salienta o presidente, que garante que o Simers não medirá esforços para garantir que o diálogo e a responsabilidade prevaleçam.

Contraponto

Após publicação da matéria, o Instituto de Cardiologia se manifestou, em nota, sobre o tema. Na manifestação, a instituição afirma que “está passando por um processo de reestruturação” e alega que, “ao contrário do que foi informado, não aconteceram demissões, e sim formalização de aviso prévio de 90 dias para encerramento de contrato de prestação de serviços por empresa médica terceirizada”.

Ainda na nota, o Instituto fiz que o encerramento do contrato é “motivado pela falta de atendimento ou cobrança de honorários médicos aos pacientes do IPE, deixando tais pacientes desassistidos”. Por fim, afirma que “já contratou novos profissionais para suprir a demanda e alguns dos médicos cirurgiões da empresa continuarão atuando na FUC”.

Confira, na íntegra, a manifestação do Instituto de Cardiologia:

“A Fundação Universitária de Cardiologia - Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul está passando por um processo de reestruturação, com o objetivo de aprimorar continuamente os serviços prestados à população.
Ao contrário do informado, não aconteceram demissões, e sim formalização de aviso prévio de 90 dias para encerramento de contrato de prestação de serviços por empresa médica terceirizada, motivado pela falta de atendimento ou cobrança de honorários médicos aos pacientes do IPE, deixando tais pacientes desassistidos.
O Instituto de Cardiologia já contratou novos profissionais para suprir a demanda e alguns dos médicos cirurgiões da empresa continuarão atuando na FUC, sempre com o compromisso do cumprimento das normas do SUS e dos convênios atendidos na Instituição.
Os serviços de saúde continuam sendo prestados normalmente na Fundação, sem qualquer interrupção.
Quanto aos repasses, conforme a reunião realizada entre as diretorias do IPE, do Instituto de Cardiologia e o grupo de cirurgiões, ficou acordado que os cirurgiões receberiam diretamente do IPE.”