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Demolição do Esqueletão tem ocorrido mais rápido do que o previsto, diz secretário de Obras de Porto Alegre

André Flores, porém, mantém prazo de conclusão dos trabalhos no Centro Histórico para o final deste ano

A demolição do prédio Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão, no Centro Histórico de Porto Alegre, continua em etapas
A demolição do prédio Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão, no Centro Histórico de Porto Alegre, continua em etapas Foto : Camila Cunha / CP Memória

A demolição manual do edifício Galeria XV de Novembro, o popular Esqueletão, no Centro Histórico de Porto Alegre, tem acontecido em um “ritmo acelerado”, segundo o secretário de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores. De acordo com ele, quatro andares do prédio principal já foram retirados. Originalmente, o prédio tinha 19. A demolição do edifício anexo já foi concluída.

“Nos andares mais altos, a demolição está acontecendo até mais rápido do que tínhamos programado. Estamos bem entusiasmados com o ritmo que o trabalho está tomando”, disse ele. No entanto, permanece o prazo de conclusão do serviço até o final do ano. “É difícil precisar mais, porque uma etapa pode ser mais lenta, outra mais rápida. Estamos fazendo com toda a tranquilidade e segurança, porque é um serviço bastante sensível”.

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A ordem de início da demolição foi assinada com a empresa FBI Demolidora em 8 de janeiro de 2024, mas, nos últimos dias de fevereiro do ano passado, a obra foi embargada pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) até que houvesse a adoção de procedimentos para minimizar riscos aos trabalhadores, o que foi feito. Em agosto, houve a liberação parcial e somente em 28 de janeiro deste ano ela liberada totalmente. “A sequência dos trabalhos tem contemplado o cronograma apresentado para a Prefeitura, com o aval do MTE para cada uma das etapas”, comentou o engenheiro responsável pelo processo de demolição, Manoel Jorge Diniz.

Do 9º ao 19º andares, a demolição ocorre de forma manual e mecânica, quanto do térreo ao 9º, ocorrerá uma implosão. O prédio, ao todo, tem 13 mil metros quadrados de área e está localizado entre as ruas Marechal Floriano e Otávio Rocha. Cerca de 1.080 toneladas de caliça já foram removidas do canteiro de obra, representando mais de 50 viagens de caminhão para descarte dos rejeitos. A obra tem um custo total de R$ 3,79 milhões.

Inicialmente, antes dos embargos, a previsão inicial era concluir tudo em dezembro de 2024, porém a administração municipal disse ter encontrado mais dificuldades em relação aos materiais utilizados na construção original do prédio, bem como as exigências de proteção. O Esqueletão, datado da década de 1950, nunca chegou a ser concluído.