A demolição do prédio anexo da galeria XV de Novembro, o Esqueletão, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, está seguindo o cronograma, conforme estimado pela prefeitura. Até esta segunda-feira foram contabilizados a retirada de cerca de 215 toneladas de resíduos.
O desmonte, considerado mais perigoso que a construção, requer cuidados especiais, principalmente na retirada dos pilares da estrutura. A Superintendência de Porto Alegre do Ministério do Trabalho e Emprego embargou a demolição em fevereiro. Após alguns ajustes no projeto, para a segurança dos trabalhadores, a derrubada foi liberada apenas nos pavimentos do prédio anexo.
“A obra está autorizada nos quatro andares do anexo. Na parte de trás está andando, mas é só o anexo. A parte principal está guardando esse desdobramento técnico”, disse o superintendente regional do Trabalho no RS, Claudir Nespolo.
Para o desmanche prosseguir na parte principal do prédio – construído em 1950 – é necessário que a Demolidora FBI envie uma base técnica que informe quais os equipamentos serão usados para mitigar riscos durante o processo de desmonte. Segundo a empresa, não há previsão do envio da base técnica do prédio principal do Esqueletão.
"Essa previsão depende dos avanços dos serviços de demolição convencional em andamento”, completou o engenheiro Manoel Jorge Diniz, responsável pelo processo de demolição. O desmonte, realizado pela empresa FBI, está no terceiro pavimento da parte externa. Esta semana os trabalhadores devem entrar no segundo pavimento. O quarto já foi finalizado.
A demolição está sendo executada de forma mecânica manual. A previsão é que seja finalizada com uma implosão da construção de 13 mil metros quadrados que está localizada entre as ruas Marechal Floriano Peixoto e Otávio Rocha.