Teve início nesta semana a operação de desassoreamento do arroio Coitinho, ação determinada pela prefeitura de São Sebastião do Caí, que integra as medidas anunciadas pelo prefeito Júlio Campani junto ao plano de reconstrução da cidade. O desassoreamento ocorre no perímetro urbano, contemplando o trecho desde a ERS 122 até o Rio Caí, em uma extensão 3,59 quilômetros. O serviço está sendo executado pela empresa Rumo Certo, contratada pela Prefeitura por um período de 30 dias com 9 horas-dias para a execução da obra, podendo se prolongar caso haja necessidade.
Conforme a Administração, o arroio Coitinho, que atravessa os bairros Loteamento Popular e Vila Rica antes de desaguar no Rio Caí, contribui para os graves alagamentos que atingiram o bairro Vila Rica. Além disso, ele recebe água de mais dois córregos, o que aumenta seu volume durante períodos de chuvas intensas, causando o extravasamento das águas. Neste sentido, de acordo com o prefeito, o desassoreamento do arroio é uma intervenção importante para facilitar o fluxo da água e amenizar inundações no município.
Esse processo envolve a remoção de sedimentos acumulados no arroio, que podem obstruir a passagem de água. Além de mitigar os riscos de alagamentos, o desassoreamento contribui para a melhoria da qualidade da água e para a conservação do ecossistema local, beneficiando tanto a população quanto o meio ambiente. Campani disse que praticamente toda a cidade foi afetada pelas águas.
No fim de junho, ele apresentou o Plano de Reconstrução do Município, que foi dividido em cinco setores (Comercial, Social, Ambiental, Agricultura e Urbano) e, além das intervenções no arroio Coitinho e das ações de hidrojateamento (que também já se iniciaram no município) o plano de reconstrução também levará em conta a construção de casas para 93 famílias que tiveram seus imóveis completamente destruídos pela enchente, a revisão e modernização do Plano Diretor, o desassoreamento do arroio Cadeia e liberação de linhas de crédito junto aos produtores rurais, que tiveram colheitas duramente afetadas. Na agricultura estima-se perdas próximas à R$43 milhões, segundo dados da Emater.