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Desassoreamento nos arroios de Porto Alegre é discutido na Câmara de Vereadores

O tema foi proposto pelo vereador José Freitas que protocolou um PL solicitando informação anual da prefeitura sobre as ações nos arroios

Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (CUTHAB), debate desassoreamentos
Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (CUTHAB), debate desassoreamentos Foto : Guilherme Almeida

A Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) realizou na manhã desta terça-feira um encontro para tratar sobre o desassoreamento e as ações do executivo municipal desde os eventos climáticos de setembro de 2023.

No encontro, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, estiveram presentes representante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, da equipe de gestão de educação ambiental do DMLU, do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), da Vigilância em Saúde e do procurador-geral do município.

O vereador José Freitas expressou preocupações sobre a falta de desassoreamento nos arroios devido à presença de arbustos, questionando se isso é válido. Ele considerou os desafios após a supressão das árvores, destacando a complexidade da situação e a necessidade de acompanhamento.

Freitas também vai cobrar esclarecimentos da SMSURB sobre o supressão de árvores do Arroio Mangueira e atrasos no processo, relacionados à falta de equipamentos adequados. Ele informou que protocolou um PL solicitando que a prefeitura apresente anualmente, na Câmara de Vereadores, o que está sendo realizado nos 27 arroios da Capital. “A gente sabe que se não fizer o desassoreamento correto, e com frequência, acontece os grandes alagamentos e as grandes enchentes”, declarou.

O vereador Cassiá Carpes expressou preocupação com a falta de coordenação no trabalho executivo, destacando a necessidade de uma liderança clara e questionou quem está coordenando os trabalhos de desassoreamento.

“As condições estão sendo cobradas pela sociedade, mas nós estamos encontrando algumas dificuldades no executivo, que é essa questão da coordenação de trabalho. Estou vendo muita dificuldade nessa integração”, pontuou.

A vereadora Karen Santos expressou preocupação com a falta de autonomia do Dmae e a necessidade de mais fiscalização sobre contratos e terceirizações. Ela destacou a necessidade de uma comunicação mais próxima com o departamento para resolver questões como o desassoreamento.

O procurador-geral do município, Nelson Marisco ressaltou a necessidade de responsabilidade social e humanitária ao lidar com os casos de desassoreamento, pois em muitos casos existe a necessidade de retirar famílias dos locais.