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Dia das Crianças deve movimentar R$ 254 milhões, em Porto Alegre

De acordo com o Sindilojas, o valor médio do presente deve ficar em R$ 196. Brinquedos dominam as preferências e as lojas de ruas continuam sendo as mais procuradas pelos consumidores

Entre os itens mais procurados estão bonecas (46%), carrinhos (22%) e bolas (15%)
Entre os itens mais procurados estão bonecas (46%), carrinhos (22%) e bolas (15%) Foto : Pedro Piegas

Para muitos lojistas, o Dia das Crianças é considerado o "primeiro Natal" do ano. A data, instituída por decreto em 1924, ganhou popularidade a partir de 1950 e se consolidou como um momento importante para o comércio.

Segundo o Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, a celebração deve movimentar cerca de R$ 254 milhões na economia da Capital, com um ticket médio de aproximadamente R$ 196 por presente.

Os brinquedos continuam a dominar as preferências, representando 52,3% das compras, embora tenha havido uma queda de 5,4 pontos percentuais em relação ao ano passado. Entre os itens mais procurados estão bonecas (46%), carrinhos (22%) e bolas (15%).

As roupas ocupam a segunda posição nas preferências (49,3%), seguidas por calçados (14,8%). Também há demanda por bicicletas, patinetes e skates (7%), passeios em parques de diversão, escape games e cinemas (5,8%), além de cosméticos e perfumaria (5%) e livros (3,3%).

A pesquisa revelou que a maioria das compras será realizada nesta semana, com lojas de rua sendo a preferência para 63% dos consumidores, em contraste com 42,8% que optam por shoppings. O e-commerce é utilizado por 19% dos entrevistados.

Movimento no comércio por conta do Dia das Crianças. | Foto: Pedro Piegas

O presidente do Sindilojas, Arcione Paiva, destacou a importância desse movimento econômico em um momento de recuperação após as enchentes. “Essa expectativa de R$ 254 milhões injetados na economia nos dá esperança do retorno gradual do movimento, algo que a gente vem reparando faz alguns dias”, afirmou.

Camila Almeida foi comprar o presente do filho Murilo, de oito anos, nesta quarta-feira. Ela destacou a importância de comemorar o Dia das Crianças, especialmente após os traumas causados pela enchente. E enfatizou a necessidade de preservar a infância e o brincar.

“Precisamos contornar essas situações traumáticas. E neste dia das Crianças precisamos afirmar que eles são nossas alegrias, preservar a infância e o brincar. Ter a empatia do doar e do receber brinquedos, ter um olhar de amor e proteção, mostrar de fato a importância, o valor e fazer com que se sintam valorizadas e amadas”, declarou compartilhando a sua experiência como mãe de criança com uma doença autoimune.

Ela também afirmou que prefere a compra de brinquedos em vez de medicamentos. “Prefiro gastar todo meu dinheiro em brinquedos do que precisar gastá-lo em remédios. Nunca reclamo de preços se posso dar eu dou, pois as vezes pago caro em uma medicações e rezo para meu filho ficar bem”, disse.