A primeira edição dos Diálogos Sustentáveis de 2026, ciclo de encontros promovidos pelo Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Ilades), ocorreu na manhã desta quinta-feira, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Na pauta, Cidades Amigáveis e Resilientes: Resíduos Urbanos, Saneamento e Drenagem Urbana.
“Nós vivemos hoje em crise, acordamos de manhã e não sabemos como o mundo estará. Então, como dizemos aqui, construímos pontes, sem conflitos. Costumo dizer que o empreendedor gaúcho é bastante penalizado, ele vai para o ‘castigo’, e que é condenado porque tem uma ideia, quer empreender, mas não consegue. Me parece às vezes que vivemos em um outro mundo, onde não é o nosso, porque o Brasil é um país fantástico, diverso, rico de oportunidades, e o poder público precisa ajudar, melhorar, desburocratizar”, disse o advogado e presidente do Ilades, Marcino Fernandes Rodrigues Jr.
De acordo com ele, há uma necessidade de ampliar o debate sobre sustentabilidade, mudanças do clima e adaptação das cidades com outros atores. Em encontros anteriores, o Ilades, responsável ainda pelo Fórum Internacional de Mudanças Climáticas, que neste ano está marcada para ocorrer em outubro, novamente no Teatro Unisinos, já reuniu na Capital outras autoridades para discutir questões relativas a diversas outras pautas, dentro do ciclo de Diálogos Sustentáveis.
Entre os debatedores da atual edição do evento, realizada no Paço Santo Inácio, estiveram o diretor jurídico e de Relações Institucionais da Aegea, Fabiano Dallazen; o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias do Ministério Público do RS (MPRS), Cláudio Ari de Mello, e o professor Luiz Afonso Senna, da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).