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Dique do Valverde em Pelotas será contemplado pelo Plano Rio Grande

A estrutura de proteção terá quatro metros de altura em toda a sua extensão

Neste sábado o  governador Eduardo Leite, acompanhado de autoridades realizou uma vistoria no local
Neste sábado o governador Eduardo Leite, acompanhado de autoridades realizou uma vistoria no local Foto : Rodrigo Chagas/Prefeitura de Pelotas/CP

Na manhã deste sábado, o governador do Estado, Eduardo Leite, a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, e outras autoridades vistoriaram o local onde será executada a obra do dique do balneário Valverde, na praia do Laranjal. O projeto foi cadastrado no Plano Rio Grande de reconstrução, adaptação e resiliência climática e tem como objetivo proteger o balneário no caso de enchentes. A localidade foi uma das mais afetadas pelas cheias que ocorreram em maio.

Paula lembrou que o local sofreu com a invasão das águas que vieram do canal São Gonçalo.”Com o dique, a praia estará protegida e com um sistema de drenagem remodelado e modernizado”, afirmou. Além da elevação de quatro metros na altura de toda a extensão do dique, o projeto contempla macrodrenagem, redimensionamento da casa de bombas da região, galerias pluviais e canais para auxiliar no escoamento da água, totalizando R$ 25 milhões em investimentos.

Leite falou sobre o Plano Rio Grande. A iniciativa estadual propõe medidas para atenuar os impactos causados pelas enchentes de maio deste ano. “Vamos colocar esse projeto no Plano Rio Grande para garantir financiamento e o recurso necessário para fazer essa obra tão importante na contenção de cheias no Laranjal”, garante.

Somado ao dique, mais 16 projetos do Município foram cadastrados no programa. O Plano Rio Grande contempla três eixos de atuação: ações emergenciais, ações de reconstrução e conjunto de medidas chamado Rio Grande do Sul do Futuro. As iniciativas contam com medidas a curto, médio e longo prazo. Os investimentos já ultrapassam mais de R$ 2 bilhões, conforme última atualização, dia 23 deste mês.

O governador destaca que o Plano tem a participação de toda a sociedade, com papel fundamental das prefeituras. “Elas conhecem as necessidades das suas cidades. Por isso, chamamos a cadastrar iniciativas de resiliência climática”, justificou.

O prazo para envio dos projetos se encerrou nesta sexta-feira. Ao todo, foram recebidas 655 propostas de 110 cidades gaúchas. A Secretaria da Reconstrução Gaúcha vai analisar os projetos. Após essa avaliação, as iniciativas selecionadas serão qualificadas e encaminhadas para inclusão no portfólio do Plano Rio Grande. As equipes técnicas do governo estadual também vão verificar a estratégia de financiamento das propostas, buscando fontes para a implementação dos projetos aprovados. Uma das possibilidades será o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).