Dom Feliciano, no Sul do Estado, segue contabilizando os estragos da chuva que atingiu a cidade entre sexta-feira e sábado. A opinião é unânime entre autoridades do município: esta foi a pior chuva da história em nível de destruição. Segundo a estação meteorológica instalada no município, choveu 216 mm, mas pluviômetros particulares marcaram entre 270mm e 300mm. Chega a 50 o número de famílias que permanecem isoladas por conta do temporal em várias regiões do município.
O prefeito Tiago Szortyka conversou com alguns moradores ainda no sábado quando estavam isolados pela água. "Hoje seguem isolados por problemas de infraestrutura. Tem produtor de leite isolado, pois o caminhão do município não consegue chegar na propriedade", revelou.
Szortyka decretará situação de emergência. "Nos documentos estimamos o mais alto índice de chuva. Mas mesmo que seja menos, não diminui o impacto do que ocorreu. É a maior enchente em termos de volume de água, chegando a ser maior que a de 2024", opina.
O prefeito deve ir a Porto Alegre solicitar auxílio do governo do Estado. "Desde que assumi, em janeiro, estou no quarto evento adverso, quarta situação de emergência em oito meses. Começou no dia em que assumi com um temporal de granizo. Além disso, enfrentei uma seca e duas chuvas fora do normal. Não temos orçamento para a reconstrução", confirma.
Aulas suspensas
As aulas estão suspensas no município. "Estamos trabalhando para tentar retornar ainda nesta semana, mas há muitos impactos na infraestrutura das estradas, o que afeta o deslocamento da comunidade escolar", lamenta. Nsta segunda-feira, uma equipe formada por engenheiros, secretários municipais e outros funcionários municipais seguiram para a zona rural para contabilizar os estragos. Há problemas nas regiões da Caneleira, Costa do Xavier, Ponte do Sul.
"Ainda não temos uma quantidade exata, mas a chuva levou ao menos 15 pontes, mais de 100 dos 400 bueiros que temos na cidade, que tem em torno de dois mil quilômetros de estradas rurais", contabilizou a coordenadora municipal da Defesa Civil, Danieli Rosinski Szymanski.
Duas famílias que foram acolhidas por familiares, por conta do avanço das águas do rio Forqueta. "Ficaram com medo da casa desabar. O trabalho da Defesa Civil está priorizando atender as famílias que estão isoladas", acrescentou Danieli.