Cidades

Dragagem de mais quatro canais do Guaíba e Lagoa dos Patos inicia ainda neste mês, diz Portos RS

Presidente da estatal demonstrou cronograma de execução e disse que porto da Capital seguirá operacional, embora, por ora, para navios menores

A Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo recebeu na manhã desta quarta-feira, 4/12, o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, na Sala Alberto Pasqualini da Assembleia Legislativa | Ao microfone: Cristiano Klinger
A Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo recebeu na manhã desta quarta-feira, 4/12, o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, na Sala Alberto Pasqualini da Assembleia Legislativa | Ao microfone: Cristiano Klinger Foto : Camila Cunha

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, compareceu à reunião da Comissão de Economia, Desenvolvimento e Turismo da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, e disse que ainda não estão disponíveis os R$ 731,3 milhões liberados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para execução de obras emergenciais nas hidrovias. Ele ainda garantiu que não haverá parada do porto de Porto Alegre para navios menores, e, de acordo com cronograma apresentado pelo presidente, a dragagem no canal de Itapuã deve terminar ao longo de fevereiro de 2025.

Em paralelo, ainda em dezembro, inicia o serviço em outros quatro: Leitão, Pedras Brancas, Furadinho e São Gonçalo, com previsão de conclusão em julho, que já têm batimetrias prontas. De abril a dezembro de 2025, ocorrem nos canais do Campista, Junco, Belém, Cristal, Navegantes, Rio das Balsas e no cais do porto de Porto Alegre. No Feitoria, da Setia, Coroa do Meio e Nascimento, de maio a dezembro. E nos demais, a partir de outubro de 2025.

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“O recurso foi aprovado no último dia 25, mas não quer dizer que está disponível. Na data de ontem (terça), concluímos com a assinatura da autorização na assembleia geral, para que possamos encaminhar à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) proceder com os encaminhamentos necessários”, disse Klinger. Aos deputados da comissão, o presidente salientou a necessidade da contratação da draga em atuação desde o último dia 26 em Itapuã, dizendo que, apesar das críticas de que o equipamento não é suficiente, o serviço prossegue com o que estava disponível.

“Era o mais próximo imediatamente para iniciarmos esta obra. Houve, em um primeiro momento, a sinalização do governo federal em disponibilizar os recursos via crédito extraordinário, mas, com esta questão de ajuste fiscal, buscamos alternativas. Aí, submetemos ao Funrigs para buscar estes recursos. Em paralelo, estamos correndo com os demais trâmites de contratação para que isto aconteça até esta liberação”, salientou ele.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Portos RS, Sandro Oliveira, a draga remove 180 metros cúbicos de sedimentos por hora, e fará a remoção de até 185 mil metros cúbicos em 90 dias de execução. O resultado da dragagem, segundo a companhia, será a retomada do calado em 5,18 metros, permitindo que navios como o Mount Taranaki, que ficou mais de um mês fundeado em Itapuã e desistiu de descarregar em Porto Alegre, possa passar pela área.

O deputado Rodrigo Lorenzoni, vice-presidente da comissão e mediador da reunião, sugeriu a criação de uma força-tarefa na busca de soluções emergenciais para auxiliar a empresa pública nesta questão. “(Devemos fazer isto) visto a necessidade da recuperação econômica do Estado. Ao mesmo tempo, sinto que há, nesta Casa, um bom ambiente para ajudar a superar, se for o caso, do ponto de vista legislativo, de interlocução, estes desafios ou gargalos”, afirmou ele.

Já o parlamentar Guilherme Pasin, autor do projeto de lei que cria a Política Estadual de Apoio e Fomento ao Desassoreamento de rios, disse que há uma intenção da Portos RS em resolver o problema, mas que a preocupação existe. “Estamos vendo o porto de Porto Alegre fadado ao fechamento até março, se não mudarem as coisas, e se fala em trafegar com meia carga. Qual o custo disto? Temos que tirar o véu do que está acontecendo”, comentou.