Dragagens, desassoreamentos e navegabilidade foram o tema do Sergs Debates desta quarta-feira, promovida pela Sociedade de Engenharia do RS (Sergs) em sua sede social, no bairro Pedra Redonda, em Porto Alegre. Especialistas debateram, especialmente, a necessidade de a dragagem e remoção de sedimentos dos cursos hídricos do Rio Grande do Sul, além das propostas de valorização hídrica e de descarbonização da logística se tornarem um projeto permanente de estado, e não somente de governo.
Estiveram reunidos representantes de órgãos como Marinha do Brasil, Portos RS e Hidrovias RS, além da sociedade civil. A conselheira da Sergs e mediadora do debate, Daniela Cardeal, afirmou que discutir a temática da dragagem é um tema de interesse social, e que precisa estar nas propostas de governo dos candidatos das próximas eleições.
“É importante nós colocarmos todos na mesa numa discussão que vai além de defesa de responsabilidade socioambiental ou desenvolvimento econômico. A sociedade está pedindo respostas. Esse assunto não deve permanecer apenas por um período eleitoral, ele deve ser uma política de Estado de longo prazo para promover a segurança da vida no Rio Grande do Sul”. O presidente da Hidrovias RS, Wilen Manteli, disse achar que o processo atual de dragagem “está no caminho certo”, porém ainda há problemas a serem resolvidos, e trechos essenciais seguem precisando de conclusão.
Sergs debate futuro das hidrovias
“O que está faltando é o cidadão se envolver mais com os assuntos administrativos e políticos. Ele é a figura principal numa sociedade. Tem armador que está perdendo a confiança no modal. Então o maior dever nosso é resgatar essa confiança”, afirmou ele, reforçando um posicionamento recorrente da entidade, para quem a saída ideal é a licitação do serviço de dragagem para a iniciativa privada.
Em outubro, disse Manteli, deve haver uma nova audiência pública da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre a proposta de concessão das hidrovias do RS. Apesar de reconhecer os investimentos históricos do estado no modal, há entraves operacionais, prejudicando a competitividade, como a falta de previsibilidade na navegação, com o recente travamento do sistema de içamento do vão móvel da ponte do Guaíba, além de dificuldade nos canais de acesso.