O canal de Itapuã, foi local do encalhe de ao menos dois navios e três barcaças e passará por uma dragagem emergencial que começa ainda nesta semana. Segundo o diretor de Infraestrutura da Portos RS, Lucas Cardoso, está sendo realizado o processo de contratação emergencial da empresa que irá realizar o trabalho. “Aguardamos até quinta-feira, quando devemos ter uma posição exata do dia que começará a dragagem, o que deve ocorrer até esta sexta-feira. Temos a questão da autorização da autoridade marítima dos planos de início do trabalho, além desta confirmação precisamos que seja autorizado o começo das obras”, explica.
A empresa que fará o trabalho já foi escolhida, mas o diretor preferiu não divulgar o nome. A dragagem deve ser concluída em até 90 dias. “Este tempo tem relação com a efetividade do material a ser dragado. Tivemos em alguns pontos restos de galhos, ou seja, tudo que foi despejado na hidrovia com a enchente”, pondera.
Ele acredita que em 20 dias de trabalho, com parte dragada será possível restabelecer as condições de navegação em metade do canal. “É como se fizéssemos uma via da estrada e depois faremos a outra metade”, compara. Atualmente, há uma limitação no calado de navegação no Canal de Itapuã. “Temos uma limitação no nível de água no local. Há uma régua que faz a leitura e trabalhamos de acordo com o nível de água no Guaiba. Hoje (segunda-feira) e amanhã (terça-feira) há a predominância de vento sul, então a água represa no Guaíba e eleva o nível do Itapuã”, detalha. Com isto é feito o planejamento das embarcações que irão acessar o Porto de Porto Alegre. “Tem embarcação esperando o nível da água para acessar. No final de semana três barcaças encalharam em Itapuã. mas foram desencalhadas ainda no sábado”, relata
A projeção é que com a dragagem emergencial seja retirados 185 mil m3 de sedimentos do Canal de Itapuã. “Com certeza iniciamos o trabalho ainda esta semana, apenas precisamos resolver as questões de autorização para enviar as equipes e dar o início efetivo”, garante. Segundo o diretor, o trabalho já possui licença ambiental e plano de dragagem. “É mais um rito para dar segurança a todos os envolvidos”, observa.
Após o encerramento dos trabalhos em Itapuã, outros quatro canais devem ser dragados na sequência em menor espaço de tempo. São eles: Pedras Brancas, Leitão, Furadinho e São Gonçalo. “ No caso estamos tramitando a questão da contratação dos levantamentos hidrográficos pretéritos para a definição do volume de sedimentos a serem retirados desses locais”, relata.
Ele destaca que no porto do Rio Grande não há problema de encalhe, pois a dragagem que restabeleceu o caldo de 14,2 m foi concluída. “Temos um passivo ainda para fazer, o que deve ocorrer no primeiro semestre de 2025, quando teremos uma empresa contratada para realizar o trabalho e poder retomar os 15 metros de dragagem”, projeta.