A Marinha do Brasil está em alerta após o Rio Jacuí invadir novamente Eldorado do Sul, na região Metropolitana. Nesta quinta-feira, equipes do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais estavam a postos em trechos com inundação. A ordem é não poupar esforços, na medida em que a água avançar.
Um dos pontos que registrou novos alagamentos foi a rua Gabriela Nascimento, no bairro Picada. Ali, quatro fuzileiros navais monitoram o nível do alagamento.
A equipe conta com uma viatura do tipo 8×8 Piranha IIIC. O blindado modelo anfíbio é equipado com uma pá, que serve para retirar objetos e desobstruir vias.
A limpeza das ruas tem sido o foco do Grupamento Operativo, que chegou ao município no dia 11 de maio. Desde então, a Marinha já retirou aproximadamente quatro mil metros cúbicos de entulho, o equivalente a 500 caminhões basculantes.
A água ainda não tornou a invadir casas no bairro Picada, mas obriga a locomoção de moradores em barcos nos trechos com inundação. Até o momento desta publicação, o alagamento ainda não havia ultrapassado a linha da cintura.
A diarista Solange Maia, 55 anos, voltou para casa após um mês. Apesar do alerta de risco, ela não pretende deixar a moradia novamente por medo de furtos.
“Mesmo que a água suba ainda mais, vou ficar em casa enquanto for possível. Quando saímos, o pouco que temos acaba sendo furtado”, lamentou a mulher.
Dois pontos de remoção foram abertos na cidade para que, posteriormente, os moradores sejam realocados para abrigos oficiais. Um deles é na escola Cônego Eugênio Mees, para atender moradores dos bairros Chácara e região do entorno. O outro é no ginásio Loteamento, aberto como ponto de referência para as famílias dos bairros Vila da Paz, Cidade Verde, Loteamento, Centro e região. A prefeitura informa que, em caso de superlotação do Abrigo Eliseu Quinhones (David), os munícipes serão encaminhados para o Abrigo Solon Tavares, na cidade de Guaíba.