Cidades

Elevação do Sinos em São Leopoldo, Campo Bom e Novo Hamburgo deixa autoridades em alerta

A última aferição apontou a medição de 4,78 metros na estação da Ponte 25 de Julho; 28 centímetros acima da cota de inundação em São Leopoldo

O rio apresenta tendência de elevação, subindo cerca de 0,5 centímetro por hora
O rio apresenta tendência de elevação, subindo cerca de 0,5 centímetro por hora Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

O nível do Rio do Sinos no trecho de São Leopoldo permanece acima da cota de inundação nesta quinta-feira, que é de 4,50m. A última aferição apontou a medição de 4,78 metros na estação da Ponte 25 de Julho. O rio apresenta tendência de elevação, subindo cerca de 0,5 centímetro por hora. Nas últimas 24 horas, não foram registrados acumulados de chuva em São Leopoldo. O acumulado das últimas 72 horas é de 97,4 milímetros.

Apesar da ausência de chuva local, de acordo com dados da Defesa Civil municipal, o Rio dos Sinos deve seguir em elevação devido ao volume significativo de água ainda presente a montante, especialmente na região de Sapiranga e Campo Bom. A previsão indica que a onda de cheia deve chegar ao município entre a tarde e a noite desta quinta-feira, podendo aumentar a velocidade de elevação do rio. Até o momento, não há registro de pessoas desabrigadas em decorrência das chuvas e da elevação do Rio dos Sinos.

Equipes da Defesa Civil de Campo Bom informaram que às 10 horas o nível do Sinos estava em 7,14m e às 12h havia se elevado para 7,18m. A cota de inundação é quando ele chega à marca de 7,20m. A água começou a sair da calha na Estrada Pio XII, esquina com a Estrada Mathias Müller, mas por enquanto o trânsito segue normal. Em Novo Hamburgo, o Sinos está em 6,50m em estado de atenção e ainda não entrou em alerta. Conforme a Defesa Civil, a cota de inundação é quando ele bate 7m.

ARROIOS EM SÃO LEOPOLDO SOFREM REPRESAMENTO

Com o Rio dos Sinos elevado, os arroios Manteiga, Cerquinha e Gauchinho sofrem represamento devido ao efeito de remanso, dificultando o escoamento natural da água. Dessa forma, alagamentos em áreas baixas podem persistir mesmo sem chuva local, e a drenagem permanece dependente do sistema de bombeamento. A previsão mais recente indica que, após o pico, o Rio dos Sinos deve iniciar uma redução gradual. O nível pode cruzar a cota de alerta, de 4 metros, por volta do dia 3 de agosto e a cota de atenção, de 3,50 metros, em torno do dia 5 de agosto.

Veja Também