Cidades

Em Montenegro, rio Caí segue em elevação e famílias ainda precisarão sair de casa, aponta a Defesa Civil

97 pessoas foram encaminhadas para o abrigo municipal no Parque Centenário

Resgate das famílias ocorre de acordo com a elevação do rio Caí
Resgate das famílias ocorre de acordo com a elevação do rio Caí Foto : Camila Cunha

A cheia do rio Caí ainda causará transtornos em muitas cidades. Em Montenegro, a previsão da Defesa Civil municipal é de que o nível seguirá em elevação nas próximas horas, fazendo com que muitas famílias precisem deixar suas casas em áreas ribeirinhas. No momento, o nível do rio na cidade está em 7,25 metros.

Para o coordenador da Defesa Civil municipal, Clóvis Pereira, a tendência é de que o rio Caí poderá subir para 7,60 metros com o fluxo das águas e a manutenção da chuva na região pelas próximas horas. Até o momento, a pasta já fez a retirada de móveis e pertences na casa de 47 famílias que solicitaram ajuda e foram para casas de parentes, além de 97 pessoas que foram encaminhadas para o abrigo municipal montado em um ginásio no Parque Centenário.

"A área mais baixa da cidade já está alagada, mas é uma pequena proporção. O rio tende a elevar e ainda tem muita gente nas casas. Fazemos a retirada por cota. Até o momento, estávamos na cota de 7 metros. Agora, vamos para a de 7,5 metros. Desta vez, é uma enchente normal, de pequeno para médio porte, que a cidade sempre teve. Pelo fator emocional de tudo o que aconteceu ano passado, nós como poder público precisamos dar uma resposta maior e ainda mais ágil para a população", contou o coordenador.

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Bairro Industrial

No início da tarde, equipes do Corpo de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul (CBMRS) estavam preparando botes para circular pelas áreas atingidas e verificar se moradores precisavam de ajuda. Um dos bairros mais afetados até o momento com a cheia é o Industrial. A moradora e líder comunitária da região, Eliane da Silva, conta que grande parte dos moradores ainda não saiu de casa, mesmo com a água já se aproximando da entrada das residências. A casa dela, localizada na beira do rio, é uma das primeiras a ser afetada pela cheia.

"Tem ruas que só de chover já alaga, pois são banhados. Passamos a noite toda de barco removendo o pessoal para casa de familiares, mas ainda tem muitos idosos e pessoas com deficiência que seguem em casa. Acredito que até o final do dia eles precisarão sair. Na minha casa, só deu tempo de erguer tudo e sair para ajudar a população", completou Eliane, que mora há 30 anos no bairro.