Cidades

Em Porto Alegre, ativistas saem às ruas em passeata por políticas ambientais para o Rio Grande do Sul

Manifestantes cobram ações efetivas dos gestores estadual e municipal

Mobilização cobrou ação do governador Eduardo Leite e do prefeito Sebastião Melo
Mobilização cobrou ação do governador Eduardo Leite e do prefeito Sebastião Melo Foto : Camila Cunha

Completados um mês da pior tragédia climática no Rio Grande do Sul, e com a retomada da maior parte das áreas alagadas, um grupo de jovens ativistas iniciaram um movimento com olhar para o futuro. Nesta sexta-feira, dezenas promoveram passeata em Porto Alegre cobrando dos governos do Estado e do município medidas capazes de reduzir os impactos em caso de novos eventos.

A manifestação iniciou no fim da tarde, na Esquina Democrática, no Centro Histórico, e percorreu ruas da capital gaúcha. O ato encerrou já no anoitecer, em frente ao Palácio Piratini, onde os ativistas cobraram a responsabilização de agentes públicos por falhas no sistema de prevenção contra cheias e a flexibilização da legislação ambiental.

Uma das principais demandas da mobilização é que os governos estadual e municipal reconheçam a emergência climática global, por meio de decreto. Com faixas e cartazes, o grupo reivindicou a apresentação, pelos governos, de um plano atualizado de resposta à crise do clima, baseado na ciência e nas necessidades das comunidades mais vulneráveis aos impactos dos extremos climáticos. Também pediram transição energética justa nas esferas local, nacional e global e participação popular na elaboração das políticas de reconstrução do Estado.

"A tragédia no Rio Grande do Sul reforçou que as pessoas, comunidades e povos mais afetados precisam estar no centro das políticas públicas. O negacionismo climático e a negligência matam, por isso, não podemos compactuar com a inação dos governos", afirma Renata Padilha, ativista do grupo Eco Pelo Clima, um dos promotores da ação.