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Em Porto Alegre, comerciantes vivem expectativas sobre a demolição do Esqueletão

Após liberação parcial, prefeitura ainda não tem data para o início da demolição do prédio Galeria XV de Novembro, localizado na Rua Marechal Floriano, no Centro da Capital

Os trabalhos de demolição foram iniciados em janeiro, mas foram embargados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) no final de fevereiro. Recentemente, a demolição foi parcialmente liberada
Os trabalhos de demolição foram iniciados em janeiro, mas foram embargados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) no final de fevereiro. Recentemente, a demolição foi parcialmente liberada Foto : Pedro Piegas

A demolição do prédio Galeria XV de Novembro, popularmente conhecido como Esqueletão, localizado na Rua Marechal Floriano, no Centro de Porto Alegre, continua a ser uma questão complexa e sem previsão clara para conclusão. Os trabalhos de demolição foram iniciados em janeiro, mas foram embargados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) no final de fevereiro. Recentemente, a demolição foi parcialmente liberada.

Enquanto isso, os comerciantes da área estão ansiosos para saber quando a demolição realmente começará e quais serão os impactos sobre o comércio local.

Vânia Cippolat é responsável por uma loja na Otávio Rocha de frente para a lateral do prédio. Ela expressa incerteza quanto à forma como a demolição será realizada e ao futuro uso do espaço. Vânia acredita que a longo prazo a demolição poderá trazer benefícios para o comércio da região, mas antecipa transtornos significativos durante o processo.

"A expectativa positiva vai ser muito a longo prazo, porque acho que a negativa é muito maior, ela predomina mais porque vai ser um transtorno bem grande. Eles falam que vão fazer a demolição à noite, mas também falaram que as obras da revitalização seriam à noite e não foi”, disse considerando que para a estética do Centro Histórico, a demolição vai ser positiva.

Vladimir Franco, que trabalha diariamente em frente ao Esqueletão, observa uma nova movimentação no entorno do prédio e acredita que a remoção do material deve ocorrer à noite para minimizar os efeitos sobre o comércio.

A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOI) informou que a Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul decidiu levantar parcialmente o embargo e autorizou a demolição de quatro pavimentos com acesso pela Rua Otávio Rocha. No entanto, a prefeitura ainda não definiu uma nova data para o início da demolição nem um cronograma atualizado para a execução da obra.

A empresa Demolidora FBI é responsável pela demolição, que está prevista para ser realizada em oito etapas, abrangendo 19 andares e 13 mil metros quadrados do edifício, com um investimento público de R$ 3,79 milhões. O processo será conduzido de forma mista: as etapas iniciais utilizarão métodos manuais nos andares superiores e nas torres laterais, empregando ferramentas como marteletes e talhadeiras, além de maquinaria pesada. O bloco central, com dez pavimentos, será demolido por implosão.